01 Maio 2008

O SONHO DA VIVIANE

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Este post é dedicado à nossa leitora VIVIANE, que se confessa uma ardorosa defensora e amiga da Natureza. No dia 25/03/2008, ela escreveu: “Pois bem, eu sonho muito!! Meu último sonho é baseado no que eu vi no Globo Rural sobre uma fazenda de acerolas lá no interior do Ceará. Uma empresa que pratica agricultura orgânica ali, ou seja, sem agrotóxicos.” E termina falando de como gostaria de trabalhar numa empresa que praticasse este tipo de agricultura no Estado do Rio, e que levasse em conta também o aspecto do bem estar social dos seus empregados, com educação e salários dignos.
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Lendo o post da VIVIANE, lembrei-me que em 1985, portanto há 23 anos, os jornais e as televisões falavam com entusiasmo de uma pequena fruta, com alto teor de vitamina C, chamada acerola. O Jornal do Brasil, em seu famoso caderno B, informava que a Universidade Federal Rural de Pernambuco estudava a melhor forma de seu cultivo ainda incipiente em nosso país.

Meio descrente, escrevi para Recife solicitando algumas sementes. Três semanas depois, para minha surpresa, recebo uma carta com um pequeno envelope plástico contendo minúsculas sementes da acerola, bem como uma espécie de “folder”, em que ensinavam como cultivá-la. E ainda me pediam desculpas pela demora e pelos poucos exemplares enviados motivada pelo grande número de solicitações que estavam recebendo.

Plantei as sementes, elas germinaram dando origem a umas arvorezinhas tipo arbusto que em determinada época do ano (verão, principalmente) ficam com os seus galhos vergados pelo peso das centenas de frutinhas vermelhas, com as quais preparam-se sucos de excelente sabor e qualidade.

Segundo o prospecto da Rural de Pernambuco, a acerola é originária do mar das Antilhas e de outras partes do norte da América do Sul e América Central, nome científico Malpighia glabra, e possui um fantástico teor de vitamina C, em torno de 40 a 80 vezes maior do que igual quantidade de limão ou laranja, frutas ricas em ácido ascórbico.

A acerola, ainda segundo o “manual”, foi introduzida no Brasil em 1955, procedente de Porto Rico, trazida que foi pela Prof. Maria Celene Cardoso Almeida.

O prospecto preparado pela Universidade Rural de Pernambuco, em 1985, finalizava:
“CONHEÇA A ACEROLA E TORNE-SE MAIS UM ARDOROSO ADEPTO DESSA FANTÁSTICA DÁDIVA DA NATUREZA”.
Que o sonho da VIVIANE se transforme em realidade.
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18 Abril 2008

ANALFABETISMO? NÃO.

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Tive a honra de ser convidado pela Geórgia e a Meire a participar da blogagem coletiva sobre a alfabetização. Lembrei-me então de um fato ocorrido há muitos anos, quando ainda criança. É meio comprido, mas se tiver tempo e paciência, leia. É pertinente.

Ao lado da nossa casa, numa oficina mecânica, trabalhava um senhor humilde, muito querido de toda a vizinhança pela educação, respeito e carinho que dispensava a todos nós, crianças, adolescentes e adultos. Sua aparência meio rude, quase sempre trajando um macacão sujo de óleo e graxa afastava dele quem o visse pela primeira vez. Até seu nome era estranho: Borval... Às vezes o víamos observando discretamente, com ar tristonho, pensativo, meu irmão e eu fazendo nossos deveres escolares em meio a livros, cadernos e lápis. Um dia, perguntamos ao nosso amigo se ele sabia ler.
- Não. E nem escrever. – respondeu prontamente.
- E o senhor gostaria de aprender a ler, escrever, fazer contas?
- Gostaria. Mas nunca fui à escola.
- A partir de hoje você tem dois professores. – disse-lhe meu irmão mais velho.

- Será se eu consigo? - perguntou entre alegre e temeroso.
- Claro que consegue. Começamos quando quiser. - dissemos.

E assim foi. Aulas diárias de meia hora, quarenta e cinco minutos, rigorosamente. Crianças que éramos, no começo ríamos dele discretamente e de nós mesmos. Embora pacientes, achávamos ser impossível extrair dali qualquer resultado positivo por menor que fosse. Os dias foram passando. A boa vontade e esforço do Borval eram comoventes.

Finalmente, dentro de três meses ele já escrevia razoavelmente, lia até manchetes de jornal e fazia com relativa desenvoltura as contas de “mais e de menos”. Sua gratidão para conosco foi emocionante. Até sua irmã, humilde como ele, uma senhora casada e com filhos, morando num bairro distante, quando soube do nosso "milagre" foi nos agradecer pessoalmente pelo “bem que fizéramos ao seu irmão”. Ficamos surpresos, mal tínhamos conta da importância do nosso feito.


O tempo passou. Mais tarde, já adolescentes, ficamos sabendo pela sua irmã que o “nosso bom aluno” Borval tomara gosto pelos estudos, conseguira emprego no escritório de uma empresa numa cidade vizinha, e até ganhava mais, bem mais. Não que a profissão de ajudante de mecânico que exercia não fosse digna como outra qualquer, mas agora ele trabalhava naquilo que segundo ela era seu sonho, e consequentemente produzia muito mais.

E nós costumávamos dizer com muito orgulho: “Pelo menos um adulto alfabetizamos”. E não é tão difícil como pode parecer à primeira vista. É só perguntar, abrir o jogo francamente, porque muitas pessoas adultas têm vergonha de dizer que são analfabetas. Conheço casos assim. Descubra-os e ensine. Sempre que posso faço isso. Embora muitos não queiram mesmo aprender.
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Imagem: Blog da Geórgia
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16 Abril 2008

RUBEM BRAGA

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Este livro já foi muito badalado, presenteado, analisado, assinalado, resenhado, lido, anotado etc, mas só agora eu falo dele e recomendo. Estou ainda na página 296, falta muita coisa (ainda bem), mas posso dizer que está me agradando imensamente. Para quem gosta de crônicas, política, biografia (contada de um modo diferente), histórias reais ambientadas no Rio Antigo, Lapa, Catete, outros locais e cidades, especialmente em Cachoeiro do Itapemirim, terra natal de Rubem Braga, o livro de Marco Antônio de Carvalho (infelizmente falecido pouco antes da composição final da obra) é fascinante, muito agradável. Foi uma vida intensamente vivida a do notável cronista/jornalista e correspondente de guerra espiritossantense. É dispensável dizer que o livro eu ganhei de presente...
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Capa do original escaneada por APS
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07 Abril 2008

PUSHING DAISIES

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Para quem "não gosta" de novelas, recomendamos
ver a estréia de uma série na TV que nos parece
muito interessante:
Pushing Daisies (Mortos-vivos),
com Lee Pace (Ned) e a lindíssima atriz
Anna Friel (Charlotte Charles) nos papéis
principais. Ned é um jovem com o poder de
ressuscitar pessoas com apenas um toque, o
que o leva a trabalhar auxiliando um detetive
na solução de alguns crimes. A história se
complica quando ele ressuscita Charlotte,
sua antiga paixão, pois Ned não pode tocá-la
novamente: Charlotte retornaria
definitivamente ao mundo dos mortos. Segundo
os críticos, é uma série que vale a pena ser vista.
Quinta-feira, 21 horas, Canal Warner.
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05 Abril 2008

CAÇA AO AEDES AEGYPTI

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Estava eu distraidamente folheando um “recente” exemplar da revista Eu Sei Tudo, de junho de 1917, portanto de “apenas” 91 anos de idade, quando me deparei com um artigo à página 87, ilustrado, interessante e oportuno. Dizia mais ou menos isto: no início do século passado, a cidade de Nova York era assolada por epidemias de “moléstias contagiosas”.

Os cientistas, após pesquisas intensivas, descobriram que as doenças eram transmitidas pelo mosquito. Eles sabiam disso, mas como fazer com que o povo também soubesse? Diz a revista que “seguindo a formula do phylosofo Locke” de que “nada consegue penetrar o intellecto, se não chegar a elle por intermédio dos sentidos”, a Repartição de Hygiene de New York mandou construir um mosquito “artificial”, milhares de vezes maior do que o "insecto" natural. E o expuseram à população, com o seguinte cartaz: “Eis o inimigo!”

Prossegue o artigo: “regiamente” pagos pela Prefeitura, aos domingos, atores e escritores famosos explicavam ao público como funcionava o processo de transmissão das moléstias através dos mosquitos, tempo de ovulação, locais ideais para reprodução, e o mais importante: as formas de combatê-lo até a sua destruição completa.O tal “mosquito gigante” cuja réplica era perfeita nos seus mínimos detalhes levou um ano e meio para ser “construído” gastando-se o equivalente a “oitenta contos de réis”...Consciente e motivada, a população teve uma colaboração primordial no auxílio a erradicação de várias moléstias transmissíveis pelo mosquito, evitando-se assim a ocorrência de novas epidemias. A matéria é "illustrada" com uma gravura comparando o tamanho de “insecto artificial” com o de um homem de altura mediana.

Voltemos ao presente. Uma sugestão para as nossas autoridades amantes de obras “chamativas” de véspera de eleição: por que não um exemplar do aedes aegypti gigantesco bem no meio da Cinelândia, ali próximo ao Passeio Público? E outro em frente ao Palácio Laranjeiras, outro em frente ao Aeroporto Tom Jobim? No meio da Lagoa Rodrigo de Freitas, flutuando todo iluminado o ano todo? E mais um em Brasília, da mesma altura do Memorial JK? Com tecnologias tão evoluídas a fabricação dos “aedes aegypti gigantes” hoje seria rápida, uns dois ou três por semana... De repente dá certo, quem sabe? Em Nova York deu...
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Imagem escaneada por APS da Revista Eu Sei Tudo Ano I - n. 1
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04 Abril 2008

LIBERDADE PARA A NATUREZA

Este simples post é dedicado às queridas leitoras Ana Pontes e Sonia. A Ana por ter batido à porta (tóc tóc, tem gente aí?), e a Sonia por ter me "cobrado produção". E além do mais, são duas entusiastas das belezas que a Natureza nos oferece gratuitamente. A elas o meu respeito e carinho pela atenção e prestígio.
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A Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (ECO-92) foi realizada no Rio de Janeiro entre os dias 3 e 14 de junho de 1992. O objetivo principal foi o de encontrar formas de conciliar o desenvolvimento sócio-econômico com a conservação dos ecosistemas do nosso planeta.

Em outras palavras: foi um grito de alerta, uma chamada geral à responsabilidade de todas as nações desenvolvidas ou em desenvolvimento para a necessidade de um maior cuidado, respeito e carinho para com a Natureza. Se a ECO-92 produziu os resultados oficialmente esperados não sabemos, mas a verdade é que depois dela criou-se, pelo menos em boa parcela da população, a consciência de que o problema existe. Fala-se muito em ecologia atualmente.

Tive o prazer de estar presente a este importante evento, inclusive fazendo algumas fotografias do que achava mais interessante, sendo uma delas, no pavilhão dos USA, a de uma gaiola com as suas portinholas abertas simbolizando um pedido de libertade para os pássaros: "Let the Birds Sing in Freedom"...
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Foto (não digital) de APS
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25 Março 2008

ANALFABETISMO - O que fazemos?


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O que você faz para acabar com o analfabetismo no Brasil? Participe da blogagem coletiva do dia 18 de abril, sexta-feira, DIA DO LIVRO. Conte suas experiências e apresente sugestões. Maiores detalhes, incluindo surpreendentes dados estatísticos no
SAIA JUSTA (Georgia) ou na MEIRE (Pensiere e Parole).

(Selos da campanha, no Saia Justa)
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22 Março 2008

FELIZ PÁSCOA

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Eu desejo uma Páscoa muito feliz,
com muita saúde, amor e alegria
a todos os que passaram por aqui,
seja comentando ou apenas lendo o que
escrevi ou que escreveram.
Se por apenas alguns
segundos este post lembrou
o verdadeiro significado da
Páscoa, certamente valeu a pena publicá-lo.
(Desenho de Donald Zolan)
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20 Março 2008

A SEXTA-FEIRA SANTA JÁ NÃO É A MESMA...

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Como mudaram os costumes... No meu tempo de criança a Sexta-Feira da Paixão (ou Sexta-Feira Santa) era um dia rigorosamente respeitado pela grande maioria das pessoas: não se comia carne, falava-se baixo (quase sussurrando), trabalhava-se em coisas leves. Falar palavrão ou até barbear-se, nunca. Era data muito especial, predominando um clima de clausura, meditação, recolhimento e muita devoção, estimulado pelas estações de rádio executando somente músicas sacras e eruditas. Quem fosse ao cinema assistiria inevitavelmente ao tradicional e já antigo filme A Paixão de Cristo, em preto e branco. Era dia de muita paz e recolhimento.

A Rádio Nacional do Rio homenageava a Sexta-Feira Santa apresentando todos os anos a radiofonização da “Vida de Nosso Senhor Jesus Cristo”, começando ao meio-dia e terminando as quinze horas. Do quintal de casa, onde nos distraíamos com brincadeiras intencionalmente tranqüilas e silenciosas, podíamos ouvir de longe o eco do “Sermão das Sete Palavras” proferido pelo Bispo Dom Alexandre Gonçalves do Amaral, figura respeitadíssima na cidade e em todo o Brasil Central. O sermão terminava exatamente as quinze horas, momento em que, segundo os Evangelhos, teria ocorrido a morte física de Jesus Cristo.

Hoje é diferente: as pessoas fogem para as casas de praia e de campo, jogam futebol, promovem churrascos regados a refrigerantes e bebidas alcóolicas. A Sexta-Feira Santa já não é tão santa quanto antes; é pretexto para um esticado feriadão que começa na quarta-feira à tarde e acaba no domingo seguinte, o Domingo de Páscoa...
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12 Março 2008

VOCÊ ACREDITA?


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Uma vez, ainda criança, fui correndo até o único jornaleiro da cidade adquirir uma edição extra da revista O CRUZEIRO. Ela trazia num encarte central de cor azulada as incríveis fotos de discos-voadores sobrevoando a Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, em belíssima reportagem de Ed Kefell e João Martins. Jamais conseguiram provas de que eram um truque fotográfico. As fotos, examinadas e analisadas pelos mais modernos laboratórios especializados em perícia, no Exterior, foram consideradas autênticas, mas as dúvidas persistem.

A nave do post de hoje, filmada no México, não me parece verdadeira. Está certinha demais... E além disso, depois que o nosso querido Oscar Niemeyer sobrevoou o Rio de Janeiro pousando suavemente em Niterói a bordo de uma nave extra-terreste, tudo é possível em matéria de trucagens digitais...

E você? Acredita que os OVNI sejam oriundos de outros sistemas planetários ou é mesmo coisa nossa?

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Fonte: YouTube (silent)
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08 Março 2008

BLOGAGEM COLETIVA (08/03)

Prazerosamente fazemos hoje parte da blogagem coletiva "PELA VALORIZAÇÃO DA MULHER BRASILEIRA".

"Essa valorização será tão maior quando elas, poucas é verdade, mas barulhentas, entenderem que o sucesso não deve ser obtido ou buscado a qualquer preço. "

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Nossa singela, mas sincera homenagem a todas
as mulheres pelo dia de hoje,
DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Nota: por uma infeliz coincidência, há dois anos,
nesta mesmo dia, 08/03, uma mulher amada, valorosa, corajosa
nos deixava para sempre: minha inesquecível esposa.
Esteja onde estiver, querida Léa, receba também a nossa
homenagem.

03 Março 2008

SIMONE SIMON (1911-2005)

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Simone Thérèse Fernande Simon, nome artístico Simone Simon, nasceu em Béthune, França, em 23/04/1911. Filha de pai francês e mãe italiana, cresceu em Marseille. Mudou para Paris em 1931, onde foi cantora por pouco tempo, além de modelo e figurinista. Começou no cinema aos 20 anos, consolidando-se na França como atriz de primeira linha. Em 1934, aos 23, Darryl F. Zanuck gostou de sua atuação no filme "Ladies´ Lake" e, cercando-a de enorme publicidade, levou-a para Hollywood, onde seu sucesso foi apenas relativo.

Em 1937 participou da refilmagem do clássico do cinema mudo, “Seventh Heaven” (1927), fazendo o papel que tinha sido de Janet Gaynor na primeira versão. No filme “Ladies in Love”, no meio de atrizes já consagradas, Simone pouco apareceu. Desapontada, voltou a Paris, estrelando "La Bête Humaine". em 1938. Invadida a França pelos alemães, ela voltou a Hollywood. Fez três filmes entre 1941 e 1944. Terminada a guerra, voltou à França, participando de “La Ronde”, em 1950. Sua última aparição em cinema foi em 1973, aos 62 anos de idade.

Apesar de seus constantes envolvimentos sentimentais, entre eles George Gershwin, Simone Simon nunca se casou. Em 1950 namorou o banqueiro francês Alec Weisweiller, um dos produtores do cineasta Jean Cocteau.

Consta também o seu relacionamento com Dusko Popov, um contra-espião de origem sérvia, que trabalhava para os aliados, especialmente para os britânicos, passando mensagens falsas para os alemães durante a II Guerra Mundial. Como curiosidade, em 1941, Dusko teria prevenido ao diretor do FBI, Edgard Hoover, do iminente ataque japonês a Pearl Harbor. Devido ao comportamento um tanto boêmio de Dusko, Hoover não lhe deu crédito. E o ataque aconteceu exatamente na data informada. O escritor Ian Fleming teria se inspirado em Dusko Popov para criar o personagem Agente 007, o James Bond.

Simone morreu no dia 22/02/2005, aos 94 anos, em Paris. O Ministro da Cultura da França destacou “o charme e o irresistível sorriso de Simone”. E acrescentou: “Com a morte dela, perdemos a mais sedutora e brilhante estrela do cinema francês da primeira metade do Século XX.”

02 Março 2008

Agora é pra valer: "RIO EM DISCO"

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Heloisa comunica aos amigos que o blog RIO EM DISCO, que estava em fase de ajustes, agora é definitivo. Eu já o conhecia na sua versão experimental, e até comentei nele, e o coloquei nos favoritos ali ao lado direito do seu monitor. É ótimo, de extremo bom gosto, e oficializado numa época oportuna já que estamos na semana no aniversário do Rio de Janeiro, tema central do blog. Meus parabéns, Helô, vida longa.
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Imagem: retocada por mim da capa do LP Milton Banana Trio (Samba é Isso - 1977) publicada no RIO EM DISCO...
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Em tempo ainda: JOÃO SALDANHA

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André Iki Siqueira, autor do livro biográfico de João Saldanha (post de 24/02/08), é de opinião que por mais que se fale e se escreva sobre o João, sempre faltará alguma coisa a ser dita. E não seríamos nós que perderíamos a oportunidade de reproduzir aqui uma linda crônica escrita por ocasião do falecimento do grande João-Sem-Medo. Um texto que expressa com perfeição o sentimento tanto da autora quanto de todos aqueles que admiravam o saudoso jornalista esportivo, independente de cor clubística ou ideologia política. Se puder, leia na íntegra, pois vale a pena.

”JOÃO SALDANHA

João, posso te chamar assim – João –, como se te conhecesse? Na verdade, sinto que te conheço. Que tenho te encontrado, vida afora, nos jornais cheios de novidades. Seu texto é uma delas, e das mais instigantes. Novidade antiga, passeou por vários lugares antes de ancorar no Jornal do Brasil.

Novidade capaz de revelar segredos como se os guardasse, e de desvendar mistérios como se os tivesse criado, enquanto fingia escrever apenas sobre futebol. Você não usava o jornal, o rádio, ou a televisão para abordar apenas um assunto. Quem sabia te ler ou te ouvir, percebia que você ensaiava vôos livres, ilimitados.

Uma vez, numa mesa-redonda de TV, enquanto um jogador estreante era elogiado por todos, você aproveitou a presença do diretor do clube e cobrou-lhe um salário justo para o gênio que despontava. Outra vez, em 1970, e isso não há quem não saiba, você deixou de ser técnico da Seleção Brasileira porque o Presidente da República quis te obrigar a realizar um vôo rasante, limitado.

Talvez ele não soubesse que você, comunista convicto, entendia de prisões e liberdades. Tanto, que saiu por aí, assoviando, à procura e ao reencontro dos companheiros. Te vi entre eles há poucos dias, comentando os jogos da Copa. Cansado, envelhecido. Não sabia que você não mais andava. Nem que tinha apenas um pulmão. Nem que afirmara ser essa sua última Copa. Uma vez mais, você sabia o que dizia.

João, brasileiramente, do seu jeito, te desejo uma eternidade verdejante. Que você escolha, entre estádios, praças, jardins e plantações, o lugar mais bonito para assoviar e reencontrar os companheiros"

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A autora é Vivina Viana, jornalista, nossa leitora, e a crônica foi publicada em 22/07/1990 na revista "Fim de Semana", do jornal "ESTADO DE MINAS", periódico para o qual ela colaborou semanalmente durante dez anos (1990-2000). Atendendo a pedido nosso, Vivina, gentilmente permitiu que a publicássemos neste humilde e despretensioso blog. Muito obrigado, Vivina. A honra foi somente nossa.
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01 Março 2008

PARABÉNS, RIO DE JANEIRO


Vento do mar e o meu rosto no sol a queimar, queimar
Calçada cheia de gente a passar e a me ver passar
Rio de Janeiro, gosto de você
Gosto de quem gosta
Deste céu, deste mar, desta gente feliz

Bem que eu quis escrever um poema de amor
E o amor estava em tudo o que vi
Em tudo quanto eu amei
E no poema que eu fiz
Tinha alguém mais feliz que eu
O meu amor
Que não me quis...

Valsa de Uma Cidade
Antônio Maria
Composição: Ismael Netto e Antônio Maria

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28 Fevereiro 2008

RICHARD CLAYDERMAN


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Philippe Pagès, cujo nome artístico é Richard Clayderman, nasceu em Paris (28/12/1953). Aos seis anos, ensinado pelo pai, professor de música, já lia partituras e mostrava habilidades para tocar piano. Entrou para o Conservatório aos doze, e aos dezesseis foi premiado pela primeira vez.

Em 1976, Olivier Toussaint, produtor francês, compôs uma balada dedicada à própria filha recém-nascida, Adeline, e convidou Richard, então com 23 anos, para gravá-la. A canção, intitulada “Ballade pour Adeline” fez sucesso no mundo inteiro, entre outras como "For Love", "Letter to my Mother", "Dolannes Melody" e “Souvenirs d´Enfance” (a do post).

Instado a falar sobre a sua arte, Richard, que já vendeu mais de 60 milhões de discos e CD, disse: "Eu me alegro pela possibilidade de ser ouvido, de tornar mais agradável um ambiente de trabalho, de tornar menos árdua uma jornada"

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(Richard interpretando “Souvenirs d´Enfance”)
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24 Fevereiro 2008

UMA VIDA EM JOGO - João Saldanha

Mais um presente, um presentão..."
Deram-me um livro que está sendo muito comentado e analisado nos "segundos cadernos", cadernos literários e "cadernos B"... Os que acompanham este blog já devem ter visto um post de 26/07/2007 contando a forma como consegui o autógrafo do João no meu livro MEUS AMIGOS, de autoria dele. Para quem gosta do gênero memórias ou biografias, e ainda mais em se tratando de uma personalidade ímpar como Saldanha, o livro de André Iki Siqueira "JOÃO SALDANHA - uma vida em jogo" (Companhia Editora Nacional, 550 páginas) é simplesmente maravilhoso. O autor é carioca, 47 anos, jornalista, consultor de comunicações e marketing e roteirista de cinema e TV.

A obra, fruto de quatro anos de um minucioso trabalho de pesquisa, começou na cidade de Maricá (RJ), onde João morava nos últimos tempos, e, segundo o autor, não é uma biografia completa, pois de Saldanha nunca se conseguirá escrever tudo o que a ele for relacionado, tal a intensidade com que viveu a vida. Muitas histórias, afirmam alguns, não passariam de fantasias do próprio João, o que torna o livro ainda mais curioso, intrigante, fascinante. Ao contrário do que muitos pensam, João não foi apenas um jornalista esportivo apaixonado pelo BOTAFOGO, time do qual foi o técnico Campeão Carioca de 1957, e ainda responsável pela formação e classificação da seleção brasileira que venceu o Campeonato Mundial no México, em 1970. João, além de correspondente de guerra na Europa, foi ativo participante de movimentos políticos e sociais do país, tanto no Rio Grande do Sul quanto no Rio de Janeiro. Enfim, uma leitura muito agradável.

(Imagem de APS escaneada do livro)

21 Fevereiro 2008

ALTEROSA


O CRUZEIRO, dos Diários Associados, de Assis Chateaubriand, editada no Rio de Janeiro era, até o final da década de 50, início de 1960, uma das mais, se não a mais conceituada revista semanal brasileira.

Tudo girava em torno do Rio, até então, capital do Brasil. Poucas revistas de outros estados se destacavam. Uma delas, não sei se ainda hoje circula, mas não creio, chamava-se ALTEROSA, em alusão a Belo Horizonte, cidade onde era produzida. A capital de MG era conhecida como cidade montanhosa, alta, de clima excelente. Daí o "cidade das alterosas", imagino. Hoje quase não se fala disso, mas naquela época era a sua "marca registrada". Quanto à revista eu a conhecia desde 1951.

Pois é, arrumando o arquivo de minhas publicações antigas, encontro uma bela ALTEROSA, datada de 01-02-1960. Das três chamadas de capa, duas se destacam, além da foto da mocinha vestida de havaiana: "O AMERICANO NÃO É TÃO DIFERENTE" e "JUIZ DE FORA, SALA DE VISITAS DE MINAS". De qualquer forma, embora intempestivamente, vai uma simples homenagem a três lindas cidades de Minas Gerais: Belo Horizonte, Juiz de Fora e Alterosa, esta, uma pequena, mas simpática cidade que fica ao Sul-Sudeste do estado mineiro.

(Imagem escaneada do original por APS)

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18 Fevereiro 2008

HAYDÉE MIRANDA

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No final da década de 50 a Rádio Tupi do Rio apresentava de segunda a sexta-feira o seriado “radiofonizado” “As Mil e Uma Noites”, com histórias baseadas no conhecido livro de contos infanto-juvenis. Narrava em capítulos diários a interessante história de dois jovens, Arhun, um príncipe árabe, e Sherazade, a bonita princesa que ele fizera prisioneira no seu castelo. Personagens e ambientes, claro, ficavam ao sabor da imaginação dos leitores, no caso, dos ouvintes.

O seriado fez tanto sucesso que a Rádio Tupi resolveu brindar seus ouvintes com as fotografias dos dois atores, tais como eram na vida real. Curiosos, escrevemos para a rádio, e dias depois recebemos as fotos tão aguardadas. É fantástico como o ouvinte cria em sua imaginação fisionomias totalmente diferentes daquelas que os radioatores têm na realidade, razão muitas vezes de grandes decepções... No caso dos personagens de “As Mil e uma Noites”, pelo menos no que se referia à foto da princesa, que era "a que mais nos interessava", não houve surpresa.

E aquelas fotos se perderam no tempo... Entretanto, por uma dessas coincidências inexplicáveis, um dia, revirando um monte de retratos de artistas de rádio espalhados no chão de uma feirinha no Passeio Público (Rio), eis que me deparo com um “retrato” original, antigo, mas bem nítido de uma artista de rádio da antiga Rádio Tupi. Apesar de tanto tempo passado, eu não precisei olhar no verso da foto para saber que se tratava de um "instantâneo" da bonita rádioatriz Haydée Miranda, a "nossa princesa Sherazade" dos tempos de criança... Ia me esquecendo: o ator que fazia o príncipe chamava-se Antônio Leite.

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Foto de Haydée Miranda escaneada do original por APS
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