TEMPOS MODERNOS...

Nota: este post é dedicado ao amigo Peri, do Armazém...
Não tive nenhuma dúvida em apontar um livro já bastante surrado, 221 páginas, singelo, amarelecido pelo tempo, guardado até hoje em minha estante: PINOCCHIO, de C. Collodi, tradução revista por Monteiro Lobato e editado pela Companhia Editora Nacional, São Paulo-SP, em 1943.
O motivo é singular, porém importante: foi presente do meu cunhado Fernando, então noivo de minha irmã Elvira. Para mim, criança, só isso bastava: o presente, o livro de letras grandes e muitas ilustrações. Mas o que fez de PINOCCHIO “o livro da minha vida”? Foi a dedicatória que ele escreveu na primeira página com a sua elegante caneta Parker, numa bonita caligrafia. Dizia assim, textualmente:
“Adelino, aprenda a distinguir o que é bom do que é mau; veja como Pinocchio pensava e o que lhe acontecia. Belo Horizonte, 5 de janeiro de 1944”
Li o livro várias vezes, na infância, na adolescência e na maturidade. Confesso que aquela dedicatória jamais foi esquecida. Transformou-se no meu lema de vida, por isso o livro da minha vida.
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Foto Aps