23 maio 2008

REVISTAS DO "MEU TEMPO" - 3


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FON-FON era uma conceituada revista semanal Illustrada, propriedade da Empresa FONF-FON e SELECTA S/A. Redação e Officinas: Rua República do Perú, 62, Rio de Janeiro. Preço: $1.000. O exemplar apresentado no post de hoje (do meu acervo) foi publicado no dia 23 de junho de 1937, portanto há 71 anos, 60 páginas contendo, entre outras, as matérias:
Reclames: SOLUÇÃO SCHOUN (Remedio especifico como calmante e digestivo); WINCHARGER (Obtenha eletricidade do vento grátis! - já naquele tempo...); FLIT (As moscas espalham o typho: mata-as); PÍLULAS DE WITT (Dores nas costas); SABONETE EUCALYPTO (O unico légitimo, o unico verdadeiro); DAGELLE (Cremes e loções); MISTOL (Antes que o resfriado se torne grave); FANDORINE (Sua beleza é a sua saúde); TRANSPIROL (Gripe, dor de cabeça e resfriados); CREME RUGOL (Ficará surpreendida com o resultado); PULMONAL (Desde já faça uso de)...
Na revista, o CINE ODEON anunciava a pelicula BOCAGE, de Leitão de Barros, com Raul de Carvalho e Maria Helena; e na segunda-feira, no REX, o filme Rua da Vaidade (Quality Street), da RKO Radio, com Katherine Hepburn e Franchot Tone.
E tinha mais: palavras cruzadas, receita de bolo, moldes e modelos femininos, fotos de artistas de cinema, reportagem "A coroação de Rei Jorge VI", com aspectos do imponente Cortejo Real de Londres, conto A VINGANÇA DO MACACO, de Robert Arlt. E o resultado parcial da eleição pelos leitores do "Príncipe dos Poetas" que apresentava Olegario Mariano em primeiro lugar, com 263 votos, Gilka Machado, com 12, Augusto Frederico Schmidt, com 9, Catulo da Paixão Cearense e Manuel Bandeira, com 4 votos cada um...
Na 3a. contra-capa recomendavam: Ouçam sempre o RADIO CLUB DO BRASIL, em 800 kilociclos...
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Nota: não é mencionado o nome da jovem da capa trajando - para a época - um "avançado" modelo de "maillot" ...
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16 Comments:

Blogger Luci Lacey said...

Oi Adelino

Deve ser bom demais, reler estas revistas, e sentir saudade.

Preco: $1.000 (era que moeda na epoca?)

Do que sera a formula do rugol?

Beijinhos e bom final de semana

sexta-feira, maio 23, 2008  
Blogger Maria Augusta said...

Muito interessante este mergulho no passado recente por meio desta série de revistas que você está publicando. A coroação do rei George VI é um momento histórico registrado nelas.
Abraços.

sábado, maio 24, 2008  
Blogger valter ferraz said...

Adelino, verifico com prazer que a série continua firme e forte. Agora, vem cá: o formato da revista não lembra o de alguns blogs de hoje? Acho que com o passar dos tempos vamos pensar a mesma coisa. Tudo fica velho e com cara de naftalina (e cheiro, o que é pior).
Boa semana,
Forte abraço

sábado, maio 24, 2008  
Blogger Eduardo P.L. said...

uma visita sempre proveitosa ao seu blog, das distantes terras Marroquinas, mais precisamente de Casablanca, de férias do Varal.
Essa revista é do MEU tempo também!!!!

Forte abraco

sábado, maio 24, 2008  
Anonymous Adelino said...

Luci, é meio difícil de explicar, mas você tocou num assunto interessante. Vamos lá (se alguém quiser corrigir ou complementar alguma coisa, fique à vontade):
Moeda brasileira
1)Do Período colonial até 07/10/1833: REAL (R) => o plural de REAL era chamado de RÉIS;
2)De 08/10/1833 a 31/10/1942: MIL RÉIS (Rs),que vigorou a partir do Segundo Império. Um “conto de réis” = 1.000.000 de réis;
3)De 01/11/42 a 12/02/67: CRUZEIRO (Cr$). Em 1942, devido a alta inflação provocada pela II Guerra Mundial, o REAL (plural Réis) foi dividido por 1.000 e passou a se chamar CRUZEIRO, ou seja, 1.000 RÉIS = 1 CRUZEIRO;

Então, Luci, no nosso caso, a revista FON-FON custava, em 1937, $1.000 (um mil RÉIS), o que equivaleria a Cr$ 1,00 (um CRUZEIRO), se mantivesse o mesmo preço a partir de 01/11/1942.

Em valores relativos (para ficar mais claro), em 1943/1944 (mais ou menos), quando as moedas e notas de “RÉIS” ainda circulavam num período de “transição”, 1kg de milho custava R$ 400 (quatrocentos RÉIS), ou seja, Cr$ 0,40 (quarenta centavos de CRUZEIRO); uma sessão de cinema, R$2.400 (dois mil e quatrocentos RÉIS)= Cr$ 2,40 (dois CRUZEIROS e quarenta centavos); um GIBI tri-semanal custava R$ 500 (quinhentos RÉIS) ou Cr$ 0,50 (cinquenta CENTAVOS), ou seja ainda, ½ CRUZEIRO... Outro exemplo: um Fordeco usado, modelo 1931/32, era oferecido em 1940 por 17 CONTOS DE RÉIS, ou seja, R$ 17.000.000 (dezessete milhões de RÉIS), mais tarde, Cr$ 17.000,00 (dezessete mil CRUZEIROS). Se considerarmos que um salário apenas razoável era de Cr$ 1.000,00, o tal “automóvel” (não computada a inflação, ainda que baixa) custaria 17 X esse mesmo salário, o que faz sentido, ou não?
Luci, espero ter atendido à sua curosidade, que também era a minha.
Quem vivia em meados da década de 1940 conviveu com moedas de Cruzeiro e Réis. Os mais antigos ignoravam a denominação CRUZEIRO.
Expressões ficaram, como observei outro dia um adolescente falando para outro: "Comprei este MP-5 por
´um conto´"...
Beijos. E bom final de semana para todos.

PS - Um ingresso para as arquibancadas do Maracanã custava, em 1956/57, Cr$17,00. Um Hot-dog "todo empoeirado", Cr$ 6,00. E um Vasco x Flamengo (o Clássico dos Milhões) tinha público de 130/140 mil pessoas, com renda de Cr$ 2.400.000,00...
Bjs

sábado, maio 24, 2008  
Anonymous Adelino said...

Maria augusta, obrigado por ter gostado. A reportagem tem uma foto em página dupla do Cortejo. Pena que não deu para escaneá-la.
Abraços e bom final de semana.

sábado, maio 24, 2008  
Anonymous Adelino said...

Valter, ainda faltam 27... Vamos cumprir o prometido, se Deus quiser. O mais difícil é escolher os exemplares.
Você tem razão, Valter, daqui a anos vamos falar das mesmas coisas. Já dizia o grande "filósofo e sociólogo" Chacrinha: "Na TV nada se cria, tudo se copia". Na blogosfera também, com pequenas variações. Eu gosto de imagens, e raramente faço posts só com textos. Acho mais interessante. Menos palavras, mais imagens, que segundo os chineses valem por mil palavras.
Grande abraço, caro Valter, ótimo final de semana, e a propósito, quando será o seu retorno? Estamos sentindo sua falta.

sábado, maio 24, 2008  
Anonymous Adelino said...

Eduardo direto de Casablanca... Dê um abraço no Rick, dono do Rick´s Café... Lembra-se do filme? E se puder um beijo na Ilza (Ingrid Bergman)...
Um enorme abraço, com votos de bom proveito e bom descanso. Aguardamos muitos varais aí de Marrocos.

sábado, maio 24, 2008  
Anonymous DO said...

Achei muito interessante esta sua recordação,Adelino.

Abração e um otimo domingo!!

domingo, maio 25, 2008  
Blogger Eugênia Franco said...

Adelino,
obrigada pela visita. Seu blog está bárbaro. O do dia das mães me emocionou. Esta série das revistas é muito interessante.
Abraços!

domingo, maio 25, 2008  
Anonymous Bete said...

Não poderia deixar de começar a semana sem visitar seu blog.
É sempre uma aventura deliciosa navegar no tempo através de suas recordaçoes.
Um bj no coração

segunda-feira, maio 26, 2008  
Anonymous Adelino said...

Outras revistas virão, Do. Espero que a série seja cumprida fielmente...
Abraços, e obrigado. Boa semana.

segunda-feira, maio 26, 2008  
Anonymous Adelino said...

Obrigado, Eugênia.
Eu tomei a liberdade de enviar aquele seu post sobre os benefícios da água para algumas pessoas. É impressionante. E gostei do de hoje, embora apenas o tenha lido e não comentado ainda:
COMO SABER O QUE A GENTE ESTÁ INGERINDO?
Abraços

segunda-feira, maio 26, 2008  
Anonymous Adelino said...

Bete, o mesmo digo eu. Admiro muito o bom gosto de seu blog, muito bem feito, e quase sempre tratando de matérias de interesse público. Para amenizar tantas coisas desagradáveis, eu vou fazendo os meus posts mais "suaves", mas sempre ligado também nesses assuntos que, afinal, interessam a todos nós.
Muito obrigado, e beijos, o seu post merece ser visitado por todos.

segunda-feira, maio 26, 2008  
Blogger Sonia A. Mascaro said...

Me lembro desta revista de ouvir falar, pois foi famosa na época, mas não era leitora dela...
Muito boa esta sua série... ótima para quem conheceu os periódicos e também para aqueles que "não são daquele tempo".
Abraços!

quarta-feira, maio 28, 2008  
Anonymous Adelino said...

Sonia, essa revista circulava muito em nossa casa. A maioria absoluta lá era feminina... Meninos davam uma olhadinha rápida, mais interessados em fotos de artistas de cinema, piadas, palavras cruzadas, charadas, curiosidades gerais. No meu caso, no final da década de 40, quando a FON-FON ainda circulava com muito prestígio.
A propósito, é simplesmente impressionante a enorme quantidade de revistas sobre os mesmos assuntos que circulam hoje em dia. Tenho uma coleção (limitada) de revistas n. 1. Foi quando notei que grande número delas não passavam das primeiras edições. Aliás, é um bom tema para futuros posts, creio.
Abraços, e obrigado, Sonia.

quinta-feira, maio 29, 2008  

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