30 setembro 2007

O "MEU" CINEMA - (Parte 5)


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Acompanhamos (ou seguimos) seriados memoráveis: A Deusa de Jobah, Os Perigos de Nyoka, O Fantasma, O Sombra, O Capitão Marvel, Red Rider, Capitão América... Um seriado inesquecível foi Flash Gordon no Planeta Mongo (com Larry “Buster” Crabbe e Jean Rogers como Dale Arden). Recentemente tivemos a oportunidade de adquirir (a preço de banana, não pirata, diga-se) DVD´s com todos os capítulos dos seriados do Flash Gordon. Revendo-os é que nos damos conta da forma extremamente artesanal como eram feitos, mesmo assim são considerados como os maiores filmes de ficção científica de toda a história do cinema. Personagens e histórias baseadas nas criações do genial quadrinista Alex Raymond. Costuma-se dizer, mais recentemente, que comparado ao cinema, os desenhistas de quadrinhos são ao mesmo tempo, produtores, autores e diretores.

O Capitão Marvel “voava” razoavelmente bem. Na tela do cinema, entretanto, com maior nítidez do que na de TV, era visível uma constrangedora corda sustentando o nosso herói nos seus vôos pela cidade... Fingíamos não ver o que o sustentava, e ainda evitávamos comentar esta falha com outras pessoas, quem sabe para não destruir as nossas próprias ilusões e também não colaborar para o desprestígio do nosso tão estimado herói... Nos filmes “de índio”, por exemplo, eram perfeitamente visíveis tábuas colocadas dentro das camisas dos “bandoleiros” protegendo os atores das flechadas “mortais” dos índios Sioux... Isso também “não víamos”...

Os filmes do Tarzan (Johnny Weissmüller) e sua linda companheira Jane (Maureen O’Sullivan) eram “campeões de bilheteria” entre crianças e adultos. Anunciados, esperava-se ansiosamente pelo grande dia da estréia, sem nenhum direito a reprises. Costumávamos dizer que o interesse dos adultos masculinos era mais em função da Jane do que propriamente nas aventuras de Tarzan, se bem que nós também já admirávamos a beleza de Maureen O´Sullivan... Soubemos mais recentemente da existência do Código Hayes que proibiu Maureen de se exibir com os trajes no estilo de Tarzan, obrigando-a ao uso de um enorme short por baixo do então minúsculo saiote... E assim foi para os filmes seguintes.

Parecia incoerência, mas as crianças, meninos principalmente, adoravam os filmes de terror. Não perdíamos um filme da Múmia (Lon Channey Jr.) Na volta para casa passávamos por uma avenida muito escura, ainda em obras. Qualquer barulhinho ou ruído diferente era um excelente motivo para apressar nossas passadas – quase correndo - no rumo de casa, sem coragem sequer de olhar para trás... (continua)

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Imagem youtube
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16 Comments:

Blogger O Meu Jeito de Ser said...

E o maior orgulho era "o ser corajoso", que na verdade de corajosos não tinha nada.
Adelino, foi ótima sua série sobre o cinema.
Sabe o que me surpreende, é a sua memória, essa riqueza de detalhes com que discorre sobre os assuntos guardados há tempos.
Porque nos leva a exercitar nossa memória, e trazer à tona nossas lembranças que deixamos ali guardadinhas sem nos preocupar em buscá-las. Com seus relatos, acredito que todos nós que aqui chegamos e gostamos do que vc escreve, viajamos com você. É um ou outro detalhe, que nos surpreendemos dizendo: É mesmo, era ssim.
Isso é muito gostoso.
Parabéns mesmo, você atingiu seu objetivo. Nos fez recordar.
Um beijo

domingo, setembro 30, 2007  
Anonymous peri s.c. said...

Adelino,
quando a película era da Condor Filmes, vocês não ficavam "espantando" o bicho, para depois ele voar, com a gargalhada geral no cinema ?

domingo, setembro 30, 2007  
Anonymous Adelino said...

Anna, acho que as crianças têm mais facilidade de guardar esses detalhes aparentemente insignificantes. E ficam em nossas memórias quando já maduros (e maduros até demais...)
A série ainda não acabou, Anna, tem mais umas três partes. E espero que continuem gostando.
Isso tudo já estava escrito há algum tempo, e tive de resumir algumas idéias para poder postá-las.
Um beijo.

domingo, setembro 30, 2007  
Anonymous Adelino said...

Peri, eu me lembro sim, mas da Condor Filmes só vi filmes tempos depois. A platéia procurava espantar o condor (a marca símbolo da emprsa) que estava pousado numa pedra, não é? E voava para longe, diminuindo o seu tamanho...
Bem lembrado,Peri.
Bom domingo.
Um grande abraço.

domingo, setembro 30, 2007  
Blogger Eduardo P.L. said...

Adelino, o Peri lembrou bem O CONDOR. Quem não o espantou?

Abçs

domingo, setembro 30, 2007  
Blogger marilia said...

Adelino, como já te contei, estou adorando syas memórias..
Um passeio pela sua infância/pré adolescencia muito gostoso, além de ler sua visão do mundo...
Amigo, deixei um presente para vc no meu blog hoje! Vá busca-lo, é uma determinação,pra não dizer é uma ordem!! (rsss)

boa semana!

segunda-feira, outubro 01, 2007  
Blogger marilia said...

Adelino,...vc não vai lá buscar seu selinho não???
magoeiiiiii
bjão!

segunda-feira, outubro 01, 2007  
Blogger Eduardo P.L. said...

Adelino, de uma passada no Varal de ONTEM, e apanhe mais um mimo para seu blog.
Último aviso, pois caso contrário o post vai para o arquivo, e aí...só nostalgia!

Forte abraço,

terça-feira, outubro 02, 2007  
Anonymous Adelino said...

Então, Eduardo, lembamos,ou melhor, o Peri lembrou do condor, que era enxotado pela platéia...
Grande abraço

terça-feira, outubro 02, 2007  
Anonymous Adelino said...

Marilia, você leu a Parte 4? Não? Acho que vai gostar... rsss. Muito obrigado pelo selo. Vou lá pegar. Calma.
Beijos

terça-feira, outubro 02, 2007  
Anonymous Adelino said...

Calma, Eduardo, muito obrigado. Estou indo. O meu PC está lento e além disso ainda não sei muito bem lidar com essas "minos". Mas vou buscá-lo sim.
Eduardo, estou achando que o Cap 4 só saiu no meu blog. Continua lá com ZERO comentários. Seria fato inédito...
Grande abraço

terça-feira, outubro 02, 2007  
Blogger marilia said...

Passei aqui pra te dar bom dia,mas já é boa tarde!!!
ciao!

terça-feira, outubro 02, 2007  
Blogger Lord Broken Pottery said...

Adelino,
Tarzan foi o primeiro filme que assisti, o primeiro beijo em namorada, significa muito em minha história afetiva.
Grande abraço

terça-feira, outubro 02, 2007  
Anonymous Adelino said...

Marilia, eu vim aqui retribuir o seu bom dia e boa tarde. Vi que é noite.
Boa noite, Marilia.
Obrigado. Ciao.

terça-feira, outubro 02, 2007  
Anonymous Adelino said...

Caro Lord, se foi filme do tempo de Johnny Weissmuller aposto que a adorável Maureen O´Sullivan contribuiu muito para o seu "ato impulsivo"...
Um grande abraço e obrigado pela sua presença sempre agradável.

terça-feira, outubro 02, 2007  
Anonymous Maria das Graças said...

Não lembro-me de ter assistido algum deste seriado.
Não gostava principalmente dos de terror como acontece até hoje.
Gosto de filmes romanticos e alegres.
Os filmes do Mazzaropi foram imperdíveis como seu personagem do Jeca Tatu baseado em Monteiro Lobato.
Aí sim, não perdia uma sessão, pois também era o único divertimento da garotada: ir ao cinema.
Foi uma época na minha querida cidade saudosa Muriaé, muito lembrada até hoje com carinho.
Maria das Graças.

sábado, maio 02, 2009  

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