18 agosto 2007

II GUERRA MUNDIAL - Visão de um menino


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Movido talvez pelo falecimento de Joel Silveira, que eu conhecia mais como correspondente de guerra, lembrei-me de que em dois posts anteriores contei dos meus sentimentos pessoais (ainda muito criança) com relação ao início e ao final da II Guerra Mundial. Faltou o meio, o “durante”. Para não ficar enfadonho o depoimento (a maioria não lê post grande) nada melhor do que falar desse período em doses homeopáticas, em gotas, fragmentos de um texto cujo original é muito longo. Vamos lá:

1 - A sensação que tínhamos diante da grande inquietação estampada no semblante dos adultos era a de que a nossa cidade poderia ser invadida e bombardeada a qualquer momento.

2 - Certa noite, avistei um grupo de pessoas aparentemente vindo em minha direção. Usavam máscara com um tubo que saía da altura do nariz, e carregavam às costas algo parecido com mochila. Corri assustado. Até saber que aquilo não passava de um treinamento de civis com máscaras contra gases venenosos. O terror dominou a minha mente de criança.

3 - A maioria das famílias tinha pelo menos um filho reservista, categoria militar do jovem que tinha servido ao Tiro de Guerra, e por isso estaria teoricamente apto a ser convocado para o front, na Itália.

4 - A chegada de um telegrama convocando um filho para a guerra provocava cenas semelhantes à perda definitiva de uma pessoa querida.

5 – Assim que amanhecia, ainda que não entendesse nada, eu ia para o lado de minha irmã ouvir no rádio o noticiário sobre o avanço dos alemães. Não sei o nome das estações, talvez a Record, de São Paulo; ou a Nacional, do Rio. Mais tarde me certifiquei que uma delas era mesmo a Rádio Nacional, e o locutor, Heron Domingues.

6 - O clima da guerra influenciava até as nossas brincadeiras de fundo de quintal, quando criávamos cenários que lembravam a realidade. Construíamos casinhas usando barro e pedaços de telhas e pedras; cidades em miniatura, estradas, pontes, ruas com postes de iluminação feitos de bambuzinho e “fios elétricos” de linha de costura grossa marca “Corrente”... Nos pequenos carretéis de madeira já usados enrolávamos panos verdes. Eram os nossos soldados fardados. Aí então vinham os “aviões de guerra” despejando “toneladas” de bombas (pedaços de pedra) que destruíam toda a “cidade”... Não ficava pedra sobre pedra, apenas restos de barro que varríamos com a água da mangueira que regava o jardim de nossa casa...

7 – A guerra apressou pesquisas que deram origem a matéria plástica, colas instantâneas, alimentos enlatados, borracha sintética, carro refrigerado a ar, geladeira a querosene, liquidificadores, filmes, rádios, televisores, gravadores de som, óculos Ray-Ban e até canetas esferográficas. O ideal seria que tudo isso fosse descoberto, criado, inventado ou desenvolvido em tempos de paz, sem a necessidade dos terrores de uma guerra mundial.

8 - A grande diversão para nós era o “Álbum de Guerra”. Nele colávamos as figurinhas dos grandes personagens que participavam direta ou indiretamente do conflito. A figurinha podia ser “praga” ou “difícil”. A mais difícil era a número 1, de Chiang Kai Chek, Presidente (ou Primeiro Ministro) da China. As de Charles De Gaulle, Molotov, Stalin, Pièrre Laval, Marechal Pétain, Churchill, Roosevelt, Hiroíto, Madame Chiang Kai Chek, Hitler, Mussolini, General MacArthur, Eisenhower e tantas outras não eram “difíceis”, porém não tão “pragas”. Completado o álbum este dava direito a bolas de futebol, bicicletas, rádios e outros brindes. Não ganhei nada. Nunca vi a figurinha n. 1...

9 – Segundo os adultos, os gibis, que líamos com tanto gosto, eram propaganda americana. Talvez sim, porque os quadrinhos produzidas nos USA passavam aos jovens leitores a imagem de que os americanos estavam sozinhos na guerra, o que não era verdade, já que entraram nela após o destruidor ataque japonês a Pearl Harbor.

10 - Um dia vínhamos da escola e rimos ao ver num muro branco a seguinte frase escrita com tinta vermelha: "FORA LAVOURA E COMÉRCIO, JORNAL LACAIO VENDIDO AOS AMERICANOS PARA PROPAGANDA DE GUERRA" (O Lavoura era o principal jornal da região). E pensávamos: "Como pode um pequeno jornal do interior ter influência numa guerra?".

11 - Não obstante estivesse acontecendo em lugares tão afastados a guerra impôs à população brasileira o racionamento de bens de consumo importantes, como derivados de petróleo, combustíveis, peças de automóveis, alimentos. Nos carrinhos de brinquedo (de lata, made in USA), prendíamos o nosso desengonçado "gasogênio": um tubo de papelão ou latinha de formato cilíndrico. Na falta do açúcar adoçava-se o café com pedras de rapadura, ou em casos extremos a solução eram as balas adquiridas no armazém do Sr. Amâncio... Ou então o café era bebido sem açúcar mesmo. Nada era doce durante a II Grande Guerra... (Adelino P. Silva)
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Foto escaneada por Aps do Livro "História da II Guerra Mundial"
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37 Comments:

Blogger Yvonne said...

Adelino, eu imagino como deve ter sido essa época. Felizmente nasci em 1954 e não presenciei nada disso, mas de uma certa forma sofri na pele porque o meu pai foi prisioneiro de campo de concentração alemão e isso marcou a sua vida para sempre. Lindo post. Gostaria que você continuasse escrevendo sobre esse assunto. Beijocas

sábado, agosto 18, 2007 10:18:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

Ótimo texto. Uma delícia ler essa história, que muitos de minha geração, nem se lembram mais!

sábado, agosto 18, 2007 1:23:00 PM  
Blogger valter ferraz said...

Adelino, grande texto. História pura! Fala de um tempo (nem tão remoto assim) que não viví e tenho curiosidade. Voce poderia me mandar os outros textos por e.mail? Aí faço um documento único aqui.
Gosto de guardar essas coisas para consulta.
Os horrores da guerra acabam por ter uma utilidade: promovem o progresso, às custas de vidas humanas. Pobre homem! Mas aindústria mundial só progride à base de guerras, triste destino o nosso.
Bom final de seman,
Grande abraço

sábado, agosto 18, 2007 6:09:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Eu sou da geração logo após guerra .Eu sei de uma coisa, rapadura tinha e de verdade. Depois, brincávamos de guerra e não bandido e mocinho.

sábado, agosto 18, 2007 6:48:00 PM  
Blogger marilia said...

Adelino... boa noite!
que texto lindo.
Foi suave a leitura, e até divertida em alguns momentos ler suas lembranças.
Adorei, e não acredito que post grande canse... só se for chato...rsss
o seu li com prazer e ficou gostinho de quero mais...
Yvonne, querida, não sabia da experiencia horrivel dos eu pai...
Adelino, conocrdo com a Yvonne! escreva mais!
Um bjão

sábado, agosto 18, 2007 8:53:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Quem não viveu não verá (mesmo lendo o Adelino). Pão branco (de trigo) só ricos e em grandes cidades (acredito) era visto.
Nos contentavámos com "pão preto" (centeio), de inhame e batata. Açúcar? Só o mascavo.
São tantas coisas que, o Adelino me pegando de surpresa, fez dar uma reviravolta no meu seperador de orelhas.
Apesar de tudo que estava acontecendo, por sermos crianças, tempo bão, e que (tirando a guerra) seria maravilhoso reviver.
Mas aprendemos a brincar com iô-ôs e os brasileiros abandonaram as panelas de barro e de ferro fundido e adotaram utencílios domésticos de alumínio, feitos com "sobras de guerra" dos americanos, que "exportavam" para o Brasil em pagamento à ajuda "patriótica" de nosso povo.
Até hoje, por aquí, o "forró" é dançado e cantado porque lembra a farra que soldados americanos faziam com as brazuquinhas (dimenor e di maió) lá na base aérea de Natal.
Parei.
Como sempre digo, numca leio o que escrevo.
Strix.

sábado, agosto 18, 2007 10:55:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Yvonne, já vi inúmeros documentários sobre a Segunda Grande Guerra, e sempre fico impressionado com a ingenuidade dos outros povos com relação às verdadeiras intenções de Hitler, isto desde o início, com a "retomada" da Áustria. A própria Inglaterra, na figura do Primeiro Ministro Chamberlain (se não falha a memória), comemorando um pacto de não agressão firmado com os alemães que, como de hábito, acabou não sendo cumprido.
Lamento pelo seu querido pai.
Beijos, e bom domingo, Tvonne.

domingo, agosto 19, 2007 4:43:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Eduardo, obrigado pelo elogio. Veja você como uma guerra afeta a todo mundo, mesmo os que se encontram longe dela. Quer dizer, aparentemente longe. Nós, crianças, justamente pela falta da noção exata do que se passava sofríamos mais ainda com a nossa imaginação a todo vapor. E imagine aquelas que se encontravam no palco dos acontecimentos.
Brande abraço
Adelino
PS - Pois é, caro Eduardo. Você não sabe de nada. Gastamos tanto tempo debatendo aquele negócio da CPMF, e acabei assinando ontem... Já estava em 660.670 assinaturas.
Você venceu...
Abs

domingo, agosto 19, 2007 4:50:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Valter, obrigado pelo incentivo. Vou mandar o que pediu, e espero que lhe seja útil.
Como eu disse ao Eduardo, o fato de sermos crianças, e pouco entender da realidade, fazia com que a nossa imaginação voasse alto. Eu, por exemplo, não podia ouvir o estampido de um simples foguete ou de uma bombinha sem imaginar que os inimigos já estavam chegando próximo à nossa cidade.
Grande abraço, e ótimo domingo.

domingo, agosto 19, 2007 4:55:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

É mesmo, Magui.
Inventamos uma brincadeira até que perigosa. Uma turma de uns três ficava de um lado, e outra do lado oposto, distante uns vinte metros. Os "municiadores" iam "fabricando" as bombas: uma pedra envolta em barro, que arremessávamos contra a "tropa inimiga"...´Essa nossa guerra não era tão moderna, porque a nossa proteção eram os "escudos" que fazíamos das tampas dos barrís de madeira que vinham acondicionavam carbureto catados nas oficinas mecânicas do bairro...
Abraços

domingo, agosto 19, 2007 5:03:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Eu me lembro, Marilia, do dia em que meu então futuro cunhado foi convocado para se apresentar em São João D´El Rey. Se não me engano ali era sede de uma unidade de preparação de reservistas que iriam para a guerra. Ele acabou não seguindo para a Itália por pura sorte: era míope, boa cultura, e ficou lá mesmo como sargento-instrutor (embora civil). Felizmente a guerra acabou antes que chegasse a vez dele, ainda que míope...

Mas vi dois vizinhos irmãos partindo. Muito triste mesmo.
Beijos
Adelino

domingo, agosto 19, 2007 5:12:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Strix, ótimo o seu depoimento.
Era assim mesmo.

Sobre o forró, não sei se é lenda, mas a palavra portuguesa "FORRÓ" seria derivada de "FOR ALL".
Segundo dizem, os soldados americanos estacionados no Norte/Nordeste do Brasil promoviam festas em suas folgas. Mas os "nativos" não podiam entrar, ou seja, eram festas apenas para eles, privativas. Quando a festança era para todos, ou seja, liberada a todos, mesmo os nativos, colocavam uma tabuleta anunciando que hoje era "FOR ALL", ou seja, "para todos". Daí o forró...
Você lembrou bem: Base Aérea de Natal (RN).
Abraços, Strix, e obrigado pelo belo comentário.

domingo, agosto 19, 2007 5:21:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Que história fantástica,cresci vendo vizinhos andando pra lá e pra cá de pijamas na rua e me diziam que eles eram "nervosos" pq estiveram na guerra.
Minha avó contava com orgulho que livrou meu tio com as promessas feitas e eu acreditava rezando junto com ela...
Hoje vivemos outro tipo de guerra muito mais cruel [eu acho]
semana de paz
beijos

domingo, agosto 19, 2007 11:05:00 PM  
Blogger valter ferraz said...

Márcia, e para essa guerra, parece que nem as orações são suficientes, não é mesmo?
Na rua onde eu morava na minha infância, tinham uns húngaros e outros alemães fugidos da guerra que também eram classificados de "nervosos". Devíamos nos manter longe deles, era a recomendação da mamãe. E a gente, lógico que fazia tudo para azucrinar a vida dos pobres, que ficavam mais nervosos, claro.
Boas lembranças, essas. Apesar de virem de uma dor alheia.
Um beijo, menina
Obrigado, Adelino pelo espaço

segunda-feira, agosto 20, 2007 5:56:00 AM  
Blogger O Meu Jeito de Ser said...

Adelino, fantástica sua capacidade de memória. Quantos ricos detalhes usou em seu relato. As brincadeiras, a linha corrente, o desespero da mães, pelo medo da perda de um filho, que fosse chamado para a guerra.
Bonito seu relato, desde o primeiro que vc escreveu, já te dissemos isso.
Seu texto tem o poder de prender a atenção dos leitores.
Parabéns pelo post mais uma vez.
Está perfeito.
Um beijo

segunda-feira, agosto 20, 2007 7:37:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

Márcia, era os que tinham "neurose de guerra". E não eram apenas os ex-combatentes não. Já imaginou que terrível?

Eu tinha uma amiguinha uma menina israelita cuja família tinha fugido dos horrores da guerra. Ela chorava à toa, aparentemente sem motivo. Crianças, não entendíamos o motivo. Apenas a consolávamos, pedíamos para que não chorasse. Depois nos disseram que ela não podia ouvir qualquer ruído que se assemelhasse a avião ou estampido de tiros.

Gostei: "semana de paz". Pra você também.
Beijos
PS - Adoramos o livro "Brincando com Palavras". Lindão, bem impresso e o melhor, bem escrito. Nossos parabéns sinceros.
Aps

segunda-feira, agosto 20, 2007 8:07:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

Valter, você disse bem.
Parece que nem orações adiantam mais. É aquele dito que já está até caindo em desuso: "guerra não declarada".
Li ontem num grande jornal uma estatística assustadora: 75 por cento dos habitantes das capitais brasileiras - segundo pesquisas sérias - têm medo de sair às ruas depois de determinada hora. Pedem alimentos para entrega em domicílio, vão pouco a teatros, e cinema só em DVD (trazidos em casa).
Antes que entremos em polêmica, que não gostaria, é bom saber que estatísticas de opinião ou comportamento - refletem uma situação geral, média, por isso não devem ser vistas ou julgadas individualmente.
Grande abraço. E bom início de semana.
Aps

segunda-feira, agosto 20, 2007 8:17:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

Anna, pelo que sinto no que escreve você é uma daquelas pessoas - raras hoje em dia - que agregam, que somam, que apaziguam. Não dividem.
O mesmo vejo com relação ao seu Valter.
Por isso a sua generosidade quando fala do que escrevo. Só tento passar da forma mais clara o que vi e senti ou sinto. Sei das minhas limitações.

Eu contei para a Márcia sobre a menina que chorava à toa. Por outro lado, na minha cidade tinha um médico alemão (imigrante foragido da I Guerra 1914-1917), sobrenome Kruger (tem trema, mas eu não sei colocar...) Era uma figura famosa pela bondade, dando consulta de graça e ajudando pessoas carentes das redondezas, poucas naquela época. Eu fui colega de sala e amigão do filho dele. Eu ficava pensando, na minha cabeça de criança:
- Mas dizem que os alemães são cruéis etc. como pode ele ser assim?
Somente mais tarde compreendi que cruéis eram os que os governavam. O povo - em geral - era bom.
O médico de quem falei, quando morreu, teve um busto em bronze numa pracinha muito bonita, que levou o seu nome. Muitas vezes passando por ali eu notava que o filho dele estava sentado sozinho num banco logo abaixo da estátua do pai. Uma vez, ingenuamente, eu perguntei:
- O que faz aqui?
- Adelino, quando estou muito triste ou com algum problema venho conversar com meu pai.

Desculpe, Anna, pela extensão do comentário.
Beijo.
Adelino

PS - Anna, pergunto: será se a tal pracinha de que falei ainda tem o nome do bondoso médico alemão (Dr. Kruger)? Não sei, mas vou procurar saber. Talvez tenham arrancado o busto e colocado em seu lugar o de algum político... Prometo informar aqui mesmo até a próxima sexta-feira ou antes até. Aps

segunda-feira, agosto 20, 2007 8:56:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

Adelino,
por falar em propaganda americana, suponho que você deve ter entre suas coleções, várias Seleções do Reader's Digest, que continuaram por anos a fio a publicar relatos da 2ª guerra.
Assunto que que podem render dois outros posts : um sob a própria Seleções e outro, a guerra do Vietnã, quando a imprensa e o cinema começaram a devassar as tristes realidades presentes nos conflitos deste porte.
abraço

segunda-feira, agosto 20, 2007 10:18:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

Adelino, fico feliz de saber agora COM CERTEZA, pois antes era apenas uma intuição, que você é muito inteligente. Essa sua assinatura , depois de muita reflexão tem um valor enorme! Como formador de opinião que é, o movimento chegará rapidamente ao milhão de assinaturas. Muito obrigado. Quem venceu foi a razão, não eu!

Forte abraço.

segunda-feira, agosto 20, 2007 11:29:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

Peri, tenho sim vários exemplares das Seleções do Reader´s Digest (década de 40). Aliás, as Seleções foram a nossa primeira "cartilha". Por elas meu irmão e eu aprendemos a ler tentando decifrar as palavras escritas em letras pequeninas. Nada de "IVO VIU A UVA" em letras grandes e bordadas das cartilhas da Livraria Francisco Alves...
Tudo isto sob o olhar severo de uma das nossas irmãs. Não vou contar tudo, porque pretendo aproveitar a sua sugestão e fazer um post sobre o assunto, incluindo a "propaganda de guerra".
Grande abraço, Peri, e obrigado.

segunda-feira, agosto 20, 2007 7:51:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Eduardo, muito obrigado, mas quem sou eu para formar opiniões? A reação inicial de desencanto com os protestos passou depois que entendi melhor o que pretende o atual governo: tornar definitiva a cobrança da CPMF. Não precisava nem mudar a sigla. O P de provisória seria o P de permanente. Lamentável.Se pudesse assinar de novo assinaria.
Grande abraço.
Adelino
Ontem comentei sobre o seu maravilhoso ateliê, mas eu não sei se o texto apareceu na caixa de comentários. Vou dar uma olhada.
Abs
Aps

segunda-feira, agosto 20, 2007 7:57:00 PM  
Blogger Moacy Cirne said...

Espero que você prorrogue o prazo de validade de seu blogue. Aliás, acabo de deixar um comentário na postagem sobre o Príncipe Valente, uma das minhas admirações como leitor de quadrinhos. Abraços.

segunda-feira, agosto 20, 2007 9:44:00 PM  
Blogger Yvonne said...

Adelino, compareça lá no meu cantinho e leia o blog do José Viana que é vascaíno doente. O post está lindo. E olha que sou flamenguista, viu? Beijocas

terça-feira, agosto 21, 2007 9:47:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

Moacy, para mim é a maior honra tê-lo aqui comentando. Sou seu leitor há muitos anos, nos grandes jornais do Brasil.

Permita-me, para quem não sabe,
Moacy Cirne,

(wwww.geocities.com/carossonline/cirne1.html)

é o maior escritor de livros sobre quadrinhos do Brasil dos anos 1970, autor dos primeiros livros verdadeiramente clássicos sobre o tema no país, além de professor na UFF.

Muito obrigado, Moacy, não vou parar com o blog tão cedo, se Deus quiser, ainda mais depois de uma visita tão ilustre. E rocurarei falar mais dessa nossa paixão que os quadrinhos clássicos.
Grande abraço.
Adelino

terça-feira, agosto 21, 2007 7:08:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Ola, Yvonne, vou lá.
Não se desepere, o seu Flamengo ainda vai se recuperar.
Beijos

terça-feira, agosto 21, 2007 7:10:00 PM  
Blogger valter ferraz said...

Adelino, a Meg está fazendo uma pesquisa sobre HQ, voce recebeu um e.mail dela? se não recebeu posso te passar o link.
Grande abraço

quarta-feira, agosto 22, 2007 6:43:00 AM  
Blogger Lord Broken Pottery said...

Adelino,
Beleza de texto, muito gostoso de ler. Incrível, como de ser forma, pode-se sentir saudade dessa época. Os valores eram outros, estavam muito bem definidos os lados. O bem e o mal perfeitamente distintos. Minha mãe nasceu no dia 7 de maio. Parece, ela fala sempre, mas talvez eu esteja fazendo confusão, que nessa data terminou a guerra. De qualquer forma, como sempre, deliciei-me com seu relato e suas memórias. Aliás, é um dom que você tem, o de memorialista.
Grande abraço

quarta-feira, agosto 22, 2007 9:26:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

Caro amigo,

Escreva mais e sempre...

História, como você sabe, é algo que me fascina, em especial esse período, foram terríveis para a Humanidade...
Ler seu post foi delicioso, e deixou gosto de quero mais...

Beijo carinhoso, Cris!

quarta-feira, agosto 22, 2007 1:03:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Valter, obrigado.
Grande abraço.
Adelino

quarta-feira, agosto 22, 2007 3:07:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Lord, foi 8 de maio, pelo menos oficilamente.
Tenho um post aqui no blog sobre o final da II Guerra, no mesmo estilo deste do "durante". Está publicado no dia 8 de maio, se não me engano. Se der uma olhada, acho que vai gostar. Tem uma imagem de soldados americanos (posada, segundo dizem) colocando uma bandeira sobre uns escombros.

Talvez por diferença de fuso horário tenha sido dia 7 em alguns países, mas para nós, no Brasil, foi 8 mesmo. A notícia foi dada pelo Reporter Esso, desmentida, e em seguida confirmada pelo Presidente dos USA, Harry Truman. Tem uns detalhes interessantes no post que falei. Experiências sentimentais e emocionais que vivi.
Grande abraço, Lord.
Adelino

quarta-feira, agosto 22, 2007 3:18:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Cristiane, é verdade. Foram momentos difíceis. Éramos crianças e não tínhamos nenhuma exata do que estava acontecendo. Qualquer manifestação diferente era motivo de apreensão.
O dia da Vitória foi inesquecível. Conforme disse ao Lord no comentário acima, tem um post em 8 de maio sobre o final da guerra. Parece que ficou bom. Ainda sobre o assunto temos o Diário de Guerra.

Parece masoquismo, mas não é. Eu acho importante que estes acontecimentos sejam sempre lembrados, para que não se repitam.
Beijos, Cris. Volte sempre.

quarta-feira, agosto 22, 2007 9:19:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

poouxa meu avó foi um exconbatente de querra + eu ñ acho ele em chat nen um meu queria ver ele sabe o nome dele é vilobaldo carvolho pinto quem souber onde tem falando del epor favor manda o imeilseilá alguma coisa para alonso_gostoso@hotmail.com

sexta-feira, abril 04, 2008 10:52:00 AM  
Anonymous Maria das Graças said...

Na minha visão, a segunda guerra mundial predominou como tantas outras, a natureza animal do homem, o estado barbárie com suas paixões e ambição do poder.
"Infelizes dos povos que se embriaguem com o vinho do mal".
A Alemanha ainda que tenha conseguido vitórias temporárias, elas apenas serviram para lhes agravar a ruína, acentuando-lhe as derrotas fatais, pagando todos nós um preço terrível dos dois lados.
Poderia resaltar as bombas atômicas que arrasaram Hiroshina e Nagasaki.
Mesmo com estas recordações tão tristes desta história sangrenta, esperamos mais fraternidade, onde todos poderiam colaborar com vibrações positivas para que possa reinar no mundo, a Paz tão desejada pelos homens de Bem!
Maria das Graças.

sexta-feira, maio 15, 2009 7:57:00 PM  
Anonymous Maria das Graças said...

a palavra certa do trecho acima é ressaltar.
Maria das Graças.

sexta-feira, maio 15, 2009 8:02:00 PM  
Blogger Adelino P. Silva said...

Alonso, infelizmente por aqui os nossos grandes heróis da Segunda Grande Guerra Mundial sobreviventes não recebem ou receberam as horas devidas aos grandes defensores da pátria.

quarta-feira, novembro 06, 2019 5:35:00 PM  
Blogger Adelino P. Silva said...

Maria das Graças, grato pelo seu comentário.
Infelizmente as bombas sobre Hiroshima e Nagazaki foram necessárias para que os japoneses desistissem definitivamente dos combates, caso contrário, segundo cálculos a perda de vidas humanas de ambos os lados teria subido a números estratosféricos. E segundo a História, nem os americanos sabiam ainda que os malefícios das tais bombas seriam tão grandes. Grato

quarta-feira, novembro 06, 2019 5:41:00 PM  

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