24 junho 2007

SOBRE IPÊS


----------------------------------------------------------------------------------
Mundo maravilhoso este dos blogues. Outro dia publiquei uma história pessoal na qual eu contava como tínha feito ao pé de um ipê um "Memorial a Billy Joe", nosso cãozinho de estimação. Recebi de uma amiga, bióloga, atendendo a um pedido meu, maiores informações sobre aquela bonita árvore. Não vou dizer seu nome, mas ainda que correndo o risco de vê-la zangada com este escriba pela indiscrição cometida, reproduzo a seguir o seu texto:

"(...) Não sou especialista em árvores, mas até onde sei o ipê é uma árvore de crescimento lento. Além disso, costumamos chamar de ipê duas plantas de tamanhos bem diferentes, mas com flores parecidas. O ipê verdadeiro é a árvore de grande porte, considerada símbolo do Brasil. O falso ipê é menor e seu tronco é bem mais fino."

Nota: A foto do ipê que ilustra o post (a árvore tem cerca de 20m de altura) foi tirada hoje, domingo de manhã, e é dedicada à autora do texto e aos nossos dezoito (se tanto) fiéis leitores...
----------------------------------------------------------------------------------
Foto de Adelino P. Silva
----------------------------------------------------------------------------------

22 Comments:

Anonymous strix said...

Sei, vai dá pano prá manga.
Vâmû comparar a altura da cerca, que deve ter no máximo 1,75m, (que está bem próxima do ipê-roxo) a árvore não deve ter mais que nove metros e cinquenta de altura.
Quanto aos ipês (vou consultar) se não me engano o verdadeiro dá flores amarelas.
"De primeira, (dos amarelos) digo que têm, pelo menos dois tipos (espécies): os que são de florestas,árvores grandes; e os do brejo (plantas bem menores e de troncos tortuosos) também de flores de um amarelo vivo e belo.
Flores caducas (duram no máximo dois dias, se tanto). Os de flores roxas (sei lá se são ipês verdadeiros), foram quase extintos há uns quarenta anos, pois diziam que xás de sua casca teríam propriedades anticancerígenas.
Vou fazer pesquisa no Google.
Tudo que falei foi o que o restante de meus neurônios combalidos e meio ativos têm guardados no separador de orelhas.
Strix. Como sempre, não reelendo as besteiras que regorgita.

domingo, junho 24, 2007  
Anonymous strix said...

Falei um pouco de besteiras.
Mas era o que tinha na "cuca".
O menos errado de tudo foi negar a quantidade de espécies de "ipês" que temos no Brasil. Coisa que já sabia, mas omiti no comentário anterior, é que o ipê "AMARELO" é a árvore símbolo desse país.
Strix, pedindo desculpas.

domingo, junho 24, 2007  
Blogger Sonia A. Mascaro said...

Linda a sua foto Adelino! E que belo casarão!

Aqui em casa o meu ipê rosa já está todo florido. Venho acompanhando o cair das folhas que vão se amontoando pelo chão e fazem um barulho delicioso! Temos aqui em casa o ipê amarelo e o ipê rosa. Há tempos fiz posts sobre eles e qualquer dia destes vou postar as fotos recentes.

Abraços e boa semana!

domingo, junho 24, 2007  
Blogger O Meu Jeito de Ser said...

Adelino, ficoi muito bonita a foto.
Não sou entendida de ipê, portanto não vou falar o que não sei.
O que sei é que existem o amarelo e o roxo, que algumas pessoas chamam de rosa.
Claro, que um ipê plantado aqui na frente da minha casa, não vai crescer tanto, por falta de espaço para suas raízes, tenho apenas um quadradinho.
Agora o que sei, é que crescí vendo nos campos árvores enormes com mais de vinte metros de altura, com galhos maravilhosamente retorcidos, parecendo grandes esculturas. Aliás, isso era uma coisa que me encantava muito nos ipês, seus galhos com pouquissimas folhas, e no período da florada, aquele espetáculo que a natureza nos proporcionava.
Lá pro meus lados, têm muito ipê, inclusive hoje, já se faz o plantio nas calçadas, e as grandes avenidas são como uma cortina de flores que enfeitam a cidade no inverno.
Parabéns pelo post.
Um abraço.
Ah! concordo, que quem gosta muito de planta, tem bondade no coração.

segunda-feira, junho 25, 2007  
Blogger valter ferraz said...

Adelino,
tua foto ficou um espetáculo!
Já tivemos uma chácara e nosso desejo era enchê-la de árvores e flores. Não deu tempo: o agiota a levou antes.
Mas ainda acalentamos o sonho de ter um lugar grande e espaçoso. Por enquanto vamos nos virando com os canteiros de sessenta centímetros por dois metros aqui, onde nascem beringela, jiló, pimentão, graviola, maracujá. Uma saudável bagunça.
E temos uma quaresmeira ainda pequena também.
Grande abraço

segunda-feira, junho 25, 2007  
Anonymous Adelino said...

Strix, ótimo ver você por aqui, com as suas observações sempre oportunas e inteligentes. Realmente, aquele ipê não poderia ter 20 metros de altura. Exagerei um bocado. A foto até que não ficou como eu queria, porque eu a obtive com o carro em movimento, mas deu para se ter uma idéia.
Compareça sempre, Strix.
Um abraço

segunda-feira, junho 25, 2007  
Anonymous Adelino said...

É isso, Strix, o ipê amarelo é a árvore símbolo do Brasil. Nada a desculpar, pelo contrário, os seus comentários foram deótima qualidade e clareza.
Muito grato, e compareça sempre.
Abraços

segunda-feira, junho 25, 2007  
Anonymous Adelino said...

Obrigado, Sonia. Imagino como deve ser maravilhoso o espetáculo das folhas caindo.
Eu tenho um livreto muito antigo chamado "Album Florístico", editado pelo Instituo Florestal Brasileiro, uma espécie de IBAMA de antigamente, que mostra, em pinturas, as árvores principais que existem ou existiam no Brasil. Creio que poderá produzir um bom post também.
Grande abraço, Sonia.

segunda-feira, junho 25, 2007  
Anonymous Adelino said...

Anna, eu imagino como deve ficar uma rua toda plantada com ipês. Nas grandes cidades, principalmente aqui no Rio, plantava-se o ficus ou amendoeira, mas agora estão dando preferência ao "flamboyanzinho", um espécie de flamboyant que não cresce muito. Estão ficando muito bonitos. E crescem rápido e reproduzem com facilidade.
Grande abraço

segunda-feira, junho 25, 2007  
Anonymous Adelino said...

É isso mesmo, Valter, enquanto tiver um espaço de terra o negócio é plantar. Você sabe que aqui em casa tenho até amendoeiras dentro de casa? Plantas em vasos, claro.
Grande abraço

segunda-feira, junho 25, 2007  
Anonymous strix said...

Mais um comentário?
Mesmo arrumando encrencas, devo esclarecer que, quando os ipês florescem não têm mais folhas, só flores. As "folhas" que enfeitam calçadas e jardins (que alguém fez referência) são as pétalas de suas maravilhosas (pelo amarelo ofuscante que emite quando sob a luz do sol) flores que (sei lá porquê) têm vida tão efêmera.
Strix.

segunda-feira, junho 25, 2007  
Blogger marilia said...

Olá Adelino!
Não entendo nada de plantas, apenas amo arvores frondosas, de preferencia mangueiras... mas vim aqui conhecer seu blog,indicada pela Aninha, e pedir licença para ficar "freguesa"...rss
Um abração!

terça-feira, junho 26, 2007  
Anonymous Adelino said...

Strix, é muito gratificante (não gosto desta palavra, mas tudo bem) verificar que uma simples foto de uma árvore rendeu tantos comentários inteligentes e elucidativos.
Muito obrigado, Strix, e compareça sempre por aqui.
Um abraço

terça-feira, junho 26, 2007  
Anonymous Adelino said...

Olá, Marília, que fique freguesa sempre... Ainda mais indicada pela Anninha, o que aumenta ainda mais a minha honra em têr você como leitora.
Grande abraço. Obrigado.

terça-feira, junho 26, 2007  
Blogger Eduardo P.L. said...

Dezenove, Adelino, ou estava naquela conta!


Abraços.

terça-feira, junho 26, 2007  
Blogger Lord Broken Pottery said...

Adelino,
Acho lindos os ipês. Em São Paulo são muito comuns, enfeitam a cidade na primavera. O roxo, depois que inventaram aquela história de que seria milagroso contra o câncer, sempre me deixa um pouco triste. Sentimento estranho diante de tanta beleza.
Grande abraço

terça-feira, junho 26, 2007  
Blogger Denise Sollami said...

Eu amo ipês, todos eles: rosa, amarelo, branco, são todos lindos.
Ano passado publiquei uma foto de ipê no meu blog também, dizendo que havia lido em algum lugar que se o Brasil tivesse sido descoberto em setembro seu nome provavelmente seria Ipê.
Atualmente estão todos floridos!

sexta-feira, julho 06, 2007  
Anonymous Maria das Graças said...

Por conscidência tenho no quintal da casa que moro, um lindo ipê roxo.
Lindo de morrer, pois tomo café; almoço; olhando para ele todo florido, o que se dá duas vezes por ano;e elém disto vários pássaros sempre vem completar este quadro maravilhoso desta cidade maravilhosa, onde muitos não acreditariam que existe num bairro do Rio de Janeiro.
Mas existe,pois minha alma transcende de felicidade ao contemplar tanta beleza que a natureza nos proporciona.
Lindo mesmo seu Ipê.

domingo, maio 17, 2009  
Blogger Adelino P. Silva said...

Lindo depoimento, Maria das Graças.
Como vemos, ainda encontramos em coisas aparentemente simples muitos motivos de alegria.
Grato pelo seu comentário.

terça-feira, julho 19, 2016  
Blogger Adelino P. Silva said...

Eduardo, você sabe a história desses dezoito? Tinha os "dezoito do Forte", os dezoito torcedores do América FC, do Rio...
E eu aqui, nove anos depois, ou seja, 18/2, ao agradecer seu comentário vejo que tenho dezenove leitores... É sempre válido.
Grande abraço.

terça-feira, julho 19, 2016  
Blogger Adelino P. Silva said...

Lord Broken, belíssimo comentário, como sempre.
E olhe só, caso ainda visite de vez em quando este local, são passados "somente" nove anos...
Grande abraço e muito grato.

terça-feira, julho 19, 2016  
Blogger Adelino P. Silva said...

"...se o Brasil tivesse sido descoberto em setembro seu nome provavelmente seria Ipê."
Belíssima frase, Denise. Disse tudo.

terça-feira, julho 19, 2016  

Postar um comentário

<< Home