20 janeiro 2008

MANOEL DOS SANTOS - GARRINCHA

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Garrincha, se estivesse entre nós, estaria com 75 anos de idade, mas infelizmente ele se foi prematuramente por motivos que não cabe aqui relembrar. Preferimos ficar com as belíssimas imagens que dele guardamos do final dos anos 50 e início dos 60 quando o vímos jogar em vários estádios: General Severiano, Conselheiro Galvão, Figueira de Mello, Rua Bariri e, claro, Maracanã.

Mas o lance de Garrincha que mais me impressionou não foi um gol dele. Foi no primeiro turno do Super-Campeonato (03/01/1959), que decidiria o título de campeão Carioca de 1958, no Maracanã lotado. Logo no início do jogo ele escapou pela direita, driblou Coronel, lateral esquerdo do adversário, e quase de cima da linha de fundo jogou com precisão para Paulinho, o Valentim, que teve apenas o trabalho de encostar o peito na bola e fazer Botafogo 1 Vasco da Gama 0, placar que permaneceu até o final. O Super-Campeonato terminava empatado. O Vasco da Gama a quem bastava apenas um empate, viu adiada a sua já quase consolidada conquista do título daquele ano, o que acabou acontecendo dias depois no chamado Super-Super-Campeonato, do qual participaram além dele, o próprio Botafogo e o Flamengo.

Moacyr Franco, homenageando Garrincha, compôs a belíssima canção que colocamos neste post. Chama-se "Balada N. 7". A melodia é triste, porém bonita, e a letra contém importante mensagem para muitos craques da bola que se esquecem ser o estrelato coisa passageira, e que o futuro chega mais depressa do que se imagina. Veja e ouça com atenção.

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Imagem YouTube
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4 Comments:

Blogger valter ferraz said...

Adelino, eu não ví Mané Garrincha jogar. Lembro que era criança quando ele se foi. O meu pai futebolista dos bons, adorava o "anjo das pernas tortas" e chamava o Rei de Telé. Coisas do passado recente. Creio que perdemos muito com a morte e a aposentadoria desses craques. Os de hoje, uns merdinhas.
Forte abraço

domingo, janeiro 20, 2008  
Blogger Maria Augusta said...

Quando penso o que estes mercenários atuais fizeram da camisa que craques como o Garrincha e sua geração elevaram tão alto...
Abraço.

segunda-feira, janeiro 21, 2008  
Anonymous Adelino said...

Valter, Garrincha nem sempre jogava com perfeição, afinal, ele era humano. Vi partidas em que irritava a torcida do Botafogo ao prender a bola em excesso, prejudicando um contra-ataque que seria perigoso. Mas os seus próprios companheiros não se incomodavam com isso. Achavam graça. E nem era irregular em suas atuações. Esse negócio de "flutuava como um pássaro sobre o gramado" e outras figuras eram coisas de cronistas-poetas. Mas que era genial era. Em caso de dúvida, bola para ponta-direita que ele resolvia... E como resolvia.
Grande abraço

terça-feira, janeiro 22, 2008  
Anonymous Adelino said...

Maria Augusta, tem um detalhe: no futebol daquele tempo os jogos começavam às 15h15, mesmo no verão intenso. E ainda havia os jogos da preliminar entre aspirantes começando às 13:hoo... O gramado não era bom, a medicina esportiva não tão evoluída. Não tinham férias. Então, sob certo aspecto, até que as coisas melhoraram. Mas o que você falou é verdade.
Abraço

terça-feira, janeiro 22, 2008  

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