29 março 2007

SUPER-HOMEM X SANDMAN

(Criação de Jerome Siegel e Joe Shuster - escaneado e editado por A. P. S.)
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O post de hoje é dedicado a uma jovem que me surpreendeu como uma devoradora de histórias em quadrinhos, isto desde a mais tenra idade, segunda ela. Seu nome, Kueynislan Teodósio, gestora do blog Olhe, Repara, Ausculta. Keyla (Kenys) não lê, nunca leu e acho que nunca lerá os clássicos Super-Homem, Capitão Marvel, Flash Gordon ou Spirit, mas chora, rói unha, se emociona e tem pesadelos se lhe cai às mãos histórias de Sandman (Neil Gaiman), John Constantine e outros...
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Comigo foi diferente. Eu tinha uns oito anos de idade quando li pela primeira vez uma história em quadrinhos (colorida) do Super-Homem. Cafona, para os padrões modernos. Ei-la:
Edu Kent (*) e Miriam Lane ( **) viajavam juntos para uma cidadezinha com a incumbência de realizar uma reportagem para o seu jornal Daily Planet. O ônibus, muito luxuoso, corria tranquilamente pela estrada. Edu Kent utilizando seu olhar Raios-X (apenas um de seus extraordinários poderes) enxergou algumas milhas à frente do trajeto malfeitores colocando pedras e troncos de árvores no meio da estrada com a intenção de assaltarem os passageiros do veículo.

Como poderia usar seus poderes para livrar os passageiros do assalto inevitável sem que revelasse à namorada Miriam Lane e aos demais passageiros a sua verdadeira identidade?
Como convinha a um homem com superpoderes a solução veio rápida: pretextando respirar um pouco de ar fresco, Edu colocou a cabeça para fora da janela do ônibus e intencionalmente deixou que o seu chapéu fosse carregado pela força do vento. Levantou-se e pediu ao motorista que parasse no acostamento. Saltou e voltou correndo uns cento e cinquenta metros. Colocando-se fora da área de visão dos passageiros, livrou-se dos trajes normais de reporter: terno e gravata. Voou - agora como Super-Homem - até o local em que a rodovia estava obstruída, limpou a estrada, amarrou os bandidos, avisou a polícia, recolocou a roupa, e retornou triunfante para a sua poltrona no ônibus, já agora no papel do tímido e fraco repórter Edu Kent... Tudo em poucos segundos, e o mais importante, sem despertar qualquer suspeita de Miriam Lane e dos outros passageiros... A história terminava aí. No domingo seguinte vinha mais nas páginas centrais do Gibi semanal... E a gente passava a semana na maior expectativa.

Todas as histórias eram assim, muito simples, diferente das atuais, que são mais complexas, intrincadas, mais espirituais, mais cabeça... O que fazia o encanto de jovens e até de adultos de outrora se repete hoje, talvez em escala menor , e quem sabe, com menos encantamento do que antigamente...
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(*) Mais tarde Clark Kent
(**) Depois Lois Lane

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32 Comments:

Blogger Kenys said...

kkkk

Adelino, lindo, vc é um fofo...rs

Na realidade eu comecei a gostar de Sandman e Constantine na minha adolescência. Não só eles, mas Wolverine, X-Man, Batman, Os Justiceiros, Elektra e alguns mais...rs
Mas tudo começou quando criança. Eu corria para a estante do vovô, sentava em sua poltrona e lia os gibis do tio patinhas, da maga patológica, do Zé Carioca, Pateta, Pato Donald, enfim.
Acho que daí veio o meu amor pela literatura e hoje pela escrita. Infelizmente, ainda tenho muito para aprender e felizmente tenho conhecido pessoas como vc que têm me ensinado muito.
Obrigada pelo post, eu não o mereço por N motivos, entre eles a minha ausência. Mas vc sabe o quanto eu o prezo e o quanto adoro nossa amizade.

Beijos, com carinho, da sua filha (agregada) marrenta.

Kenys

quinta-feira, março 29, 2007  
Blogger O Meu Jeito de Ser said...

Adelino, bom dia!
Fico surpresa, com sua memória, que guarda tantas lembranças.
O tema de hoje, não tenho muito o que falar, não conheço personagens de gibi, nem suas hist´rias. Claro que uma história do super homem, todo mundo conhece né. Mas já vim conhecer depois de adulta.
Quando criança não lia gibis.
Um abraço

sexta-feira, março 30, 2007  
Anonymous Adelino said...

Kenys, existiu uma época - você sabe disso - não tão remota em que os quadrinhos constavam do "Index" da boa literatura. Mais modernamente, isto é, da década de 1970 para cá, passaram a ser temas de estudos em faculdades e até de teses de mestrado e doutorado, segundos cadernos, revistas de domingo, entrevistas em TV etc. Como não reconhecer nos trabalhos de um Will Eisner, Harold Foster, Alex Raymond, Neil Gaiman, Don Lawrence e tantos outros verdadeiras obras de arte? Só porque eram/são quadrinhos?
Quando pensei em postar algo sobre a primeira história que li do Super-Homem (o mais popular e o mais lido nos USA em todos os tempos), lembrei-me das HQ mencionadas em seu blog, por isso o motivo da dedicatória.
Um abraço, e felicidades.

sexta-feira, março 30, 2007  
Anonymous Adelino said...

ANNA, o assunto é bom. Você disse que quando criança não lia gibis. No seu tempo de "ser criança" os gibis realmente já tinham mudado muito suas características originais, eram menos "românticos" no sentido de mais sofisticados, mais técnicos graficamente falando. Talvez por isso o seu desinteresse.

Já no meu tempo de criança, Anna, história em quadrinho era considerada alguma coisa de abominável. Algumas eram chamadas de "propaganda de guerra dos americanos"... Podia até ser, mas a nós crianças pouco interessava. A sociedade de um modo geral, principalmente pais, professores, religiosos achavam que "aquilo" não educava ninguém, pelo contrário.

Mas nós líamos ou tentávamos ler gibis em inglês (os comics americanos) e isso nos fazia aprender muita coisa, porque tentávamos traduzir, com o auxílio de dicionários ou fazendo perguntas aos mais velhos. Eles não usavam gírias, e se em português, eram bem escritas. Líamos gibis sim, mas também - e não por obrigação escolar - O Guarani (edição não condensada), Ivanhoe (Walter Scott, traduzido), Espumas Flutuantes (Castro Alves), Iracema, e toda a coleção infanto-juvenil de Monteiro Lobato. E o famoso "livro triste" "Coração" (Edmundo De Amicis, já citado neste bloguinho), que seria o equivalente, hoje nem tanto, ao "Pequeno Príncipe" (Saint Exupéry).

E até - pasme - livros de texto (sem quadrinhos mesmo...) de Edgar Rice Burroughs, o criador de Tarzan, da Coleção Terramarear (existe ainda? Não sei). O que acontece, Anna, é que as HQ antigas eram quase artesanais, não existiam os recursos gráficos de hoje, talvez daí a atração maior exercida sobre a criançada "antiga". Eu admiro os quadrinhos modernos, tenho algumas, mas prefiro de vez em quando dar uma olhada no meu acervo de "tradicionais", muitas vezes até mal desenhadas.

Muito obrigado, Anna, gesto bonito o seu; mesmo dizendo que não vai comentar por conhecer pouco o tema (o que já é um belo comentário) aparece sempre por aqui.
Grande abraço.

sexta-feira, março 30, 2007  
Anonymous Adelino said...

Anna, cá entre nós (e a torcida do Corinthians; do Palmeiras, se quiser), depois que "mandei o meu comentário", fiquei sem graça. Não sabia que tinha escrito tanto. Vexame puro. Minhas desculpas.
Abraço

sexta-feira, março 30, 2007  
Blogger valter ferraz said...

Vai, Adelino mostrea tua paixão pelo quadrinhos.
A Aninha não lia gibis quando criança porque lá no interior onde ela morava não chegavam, era coisa da cidade grande. E ela começou a trabalhar muito cedo também, não tinha tempo para essas coisas.
Eu lí pouco, superman, batman,hoem aranha. Fantasma eu gostava. E os walt disney, todos.
Abraço grande

sexta-feira, março 30, 2007  
Anonymous Adelino said...

Ora, pois, Grande Valter Ferraz. Bom dia.
Você fala como se eu tivesse sido um milionário excêntrico, mimado, mauricinho... Eu também comecei a trabalhar com doze anos, estudava e lia muito gibi (pago do meu bolso), e ainda ia ao cinema (tb do meu bolso). É verdade que os tempos eram menos complicados. E morava em cidade pequena também que, infelizmente, cresceu. Os gibis vinham "quentinho" nos vagões de carga da Estrada de Ferro Mogiana ou da RMV (Rede Mineira de Viação). Aliás, quem entende muito disso é a Helô.
Quando a entrega atrasava era um "Deus nos acuda". Um dia eu conto...

Valter, ainda vou fazer um post dedicado a você. Só não revelo a imagem que vou colocar lá... Mas não se assuste. É uma capa.

E o seu livro, fica só no papo? Põe pra fora... Faça o protótipo, o lay-out, a "boneca" (linguagem de gráfica, veja lá) e manda ver. Seus netos vão te cobrar isso. Se quiser sofisticar muito, não sai. E se ficar revisando demais, tchau mesmo. Isso fica pra depois.
Abraços

sexta-feira, março 30, 2007  
Blogger Lord Broken Pottery said...

Adelino,
Também adorava gibis. Eu tinha uma vantagem, já que meu pai era publicitário e recebia todas as revistas publicadas de graça. Minhas preferidas eram o Superman, o Fantasma, Tarzan e... Um gibi que sumiu: Tutuca e Telecoteco. Dois bebês que se comunicavam na linguajem deles, engatinhavam o tempo todo e criticavam, com muito humor, o mundo dos adultos.
Grande abraço

sexta-feira, março 30, 2007  
Blogger Lord Broken Pottery said...

Adelino,
Volto depois de ler seu comentário para a Aninha. O Coração, de Edmundo de Amicis, foi um dos livros mais bonitos e bem escritos de minha infância. Será que merece ser comparado ao Pequeno Príncipe, o preferido das misses?
Abração

sexta-feira, março 30, 2007  
Anonymous Adelino said...

Lord Broken, na década de 70 a Ebal-Editora Brasil-América Ltda, de Adolfo Aizen (lamentavelmente extinta), reeditou inúmeras revistas e histórias em quadrinhos bem antigas publicadas no Suplemento Juvenil do jornal A Nação. O público comprava o jornal por causa de seu suplemento... Mais tarde, o Globo comprou os direitos de publicação no Brasil, mudou o nome para Globo Juvenil, Gibi etc, mas isto é outra história.

Lá nessa editora tinha (não sei para onde foi) um Museu de Histórias em Quadrinhos. Certa vez li no Globo uma crítica a Naumin Aizen, filho e sucessor de Adolfo Aizen na direção da empresa, por ter ele fechado o Museu para fins de pesquisas. Ele tinha razão: o acervo todo estava sendo danificado pelo constante manuseio dos pesquisadores e estudiosos dessa arte. Sugeri que escaneasse tudo, e ainda, que colocasse as réplicas à venda para o público. O sucesso financeiro e editorial seria certo, e mais, estaria preservando o acervo do Museu. Ele deu muita atenção à minha sugestão, mas considerou inviável o escaneamento que naquela época sairia realmente muito caro, e não compensava mesmo, por isso a proibição de acesso ao Museu, com toda razão.
Vou parando, senão já viu. Vai longe.
Grande abraço

sexta-feira, março 30, 2007  
Anonymous Adelino said...

Lord Broken, a analogia que fiz do "Coração" com o "Pequeno Príncipe" foi fundamentada no fato de que foram livros de leituras quase que obrigatórias em suas épocas. São de gêneros bem distintos. Depois teve também o "Fernão Capelo Gaivota, não é? Todo mundo tinha de ter lido... Sinceramente, só li mesmo o "Coração". Não aprecio muito unanimidades. Deixo passar a badalação depois vou ver com calma. Sou assim com filmes também. Deixo "baixar a poeira" pra depois ir ver se o que está lá merece tanto alvoroço.
Grande abraço, e obrigado.

sexta-feira, março 30, 2007  
Blogger valter ferraz said...

Adelino, talvez não tenha me expressado corretamente e tenha ficado essa impressão. Não tive a intenção de chamá-lo de mauricinho ou riquinho, coisas do tipo. Não é aidéia que faço de você. Nem sei também o que me levou a escrever aquilo. AAninha provavelmente quando ler há de me dar uma daquelas broncas que só ela sabe aplicar(e lá vou eu para o fogão de novo, o macarrão, o vinho, etc).
Caro amigo, o livro sai sim. Mas há que ter calma. Já que vou pagar quero que fique bem feito. Já conseguí um amigo que vai fazer o lay out da capa e o prefácio.
Muita calma nessa hora.

Abraço grande

sexta-feira, março 30, 2007  
Anonymous Adelino said...

Que é isto, Valter. Ficou parecendo que eu é que lhe dei uma bronca. Nada de se desculpar. Eu entendi o que disse, claro. Agora, se a Anna quiser escalar você para a cozinha, ela faz muito bem. Tem o meio apoio, mas não por causa do comentário.

Ótimo. De repente apareço numa tarde/noite de autógrafos, quem sabe?

Grande abraço

sexta-feira, março 30, 2007  
Blogger O Meu Jeito de Ser said...

Adelino, a bronca está dada, e ele estálá lavando louça, ante de fazer a janta.
Claro que na cidade onde eu morava chegava os gibis, tinha muita criança da minha idade que lia.
O que acontece é que realmente não tinha condições de comprar, aí juntou-se à falta de interesse, e pronto, não lí gibis. Mais tarde, comecei a gostar de ler os livros, estes som me fascinavam, mesmo com pouquíssimo tempo, sempre dava um jeitinho de ler algum, e emprestado.
Acredita que muitas vezes minhas crianças falam dos heróis, da televisão, ou mesmo das histórias em quadrinhos, e eu, não os conheço?
Coisas de Aninha.
Um abraço

sexta-feira, março 30, 2007  
Blogger Lord Broken Pottery said...

Adelino,
Fico feliz por você falar em Adolfo Aizen. A literatura infantil e juvenil me interessa muito. Casualmente, deixando a modéstia de lado, meu livro de estréia, um juvenil chamado "Computador Sentimental", recebeu da UBE do Rio um prêmio Adolfo Aizen em 1992. Como foi uma alegria muito grande para o escritor debutante, leio sempre com prazer o nome do Adolfo.
Abraço

sexta-feira, março 30, 2007  
Blogger valter ferraz said...

Lord, e ainda está à venda?
Quero um exermplar.

sexta-feira, março 30, 2007  
Blogger valter ferraz said...

Adelino, uma noite de autógrafos seria "o must", mas não sei se chegará a tanto. Se conseguir publicá-lo já estarei contente.
Abraços

sexta-feira, março 30, 2007  
Blogger Adelino P. Silva said...

Anna, as meninas geralmente não eram mesmo chegadas ao gibi propriamente dito, mas a Luluzinha, Pato Donald, Tico-Tico e outras. As adolescentes, as "moçoilas" liam Grande Hotel, já ouviu falar? Histórias românticas muito bem desenhadas, coloridas, traduzidas do italiano. Vecchi Editora, salvo engano.
Interessante, Anna, eu me lembro que eu pagava 40 centavos daquela época pelo Gibi e Globo Juvenil Semanal. E pelo Gibi e Globo Juvenil Mensal, mais caro: um cruzeiro e vinte centavos, cem páginas. Bons tempos.
Um abraço
PS - Fiscalize aí o trabalho do Valter na cozinha e nas louças. Não deixa ele ficar enganando não...

sexta-feira, março 30, 2007  
Blogger Adelino P. Silva said...

Lord Broken Pottery, Adolfo Aizen tem uma história de vida muito bonita. Era muito honesto com seus leitores. Quando perdeu a exclusividade no Brasil de publicar Flash Gordon e outros personagens no Suplemento Juvenil, teve a honradez de avisar aos seus leitores que a história em capítulos terminava ali, mas continuaria em outra revista em quadrinhos que nem era de sua editora. Eu li isso numa entrevista do desenhista Jerônimo Monteiro Filho, autor do desenho da primeira capa do album Flash Gordon no Planeta Mongo publicado pelo Aizen em 1940, e reeditado por eles mesmos em 1974.

Gostaria, e acredito que os nossos amigos também, de saber quais as suas outras obras publicadas. Deixe a modéstia de lado...
Grande abraço

sexta-feira, março 30, 2007  
Blogger Adelino P. Silva said...

Valter, boa pergunta ao Pottery. Também sou candidato a um exemplar.
E quanto ao seu livro vai ter noite de autógrafos nem que seja aí na praia com direito a hula, hawaianas e colares coloridos...
Abafa, Valter, senão já viu. Mais pratos e panelas pra lavar...
Grande abraço

sexta-feira, março 30, 2007  
Anonymous Helô said...

Adelino, eu lia sempre os quadrinhos da Disney, com preferência pelo Tio Patinhas, mas gostava mesmo era de fotonovelas. Beijos.

domingo, abril 01, 2007  
Anonymous Helô said...

Voltei. Cadê os links nos conteúdos dos posts? Eu já te ensinei como faz. Deixa de preguiça, Adelino :)

domingo, abril 01, 2007  
Anonymous Adelino said...

Helô, parece mesmo primeiro de abril e você aparecendo aqui. Que legal.

Ontem eu me lembrei muito de você. Fui à feira de antiguidades da Praça Quinze (por favor, nada a ver contigo, que é menina ainda, mas porque sei que também gosta de antiguidades, "relíquias". Eu vi um Almanaque 1945 do Tico-Tico, bem conservado. Eu tenho o de 1935, acredita? E mais, já que falou em Disney: quase compro um Almanaque original do Walt Disney, de 1939, tamanho do Tico-Tico, com o Mickey e Donald na capa. E uma espécie de álbum filatélico de Santos Dumont. Mas comprei apenas umas revistas de cinema antigas. Quando vi já estava lá por quase três horas. Nada que uma latinha gelada de Coca-Cola
não sustente...
Beijos
PS - Sábado, o primeiro do mês, tem uma na rua do Lavradio muito boa também. Tem o apoio/patrocínio da UNICEF porque o produto das vendas vai para as crianças carentes do mundo todo.
Bjs

domingo, abril 01, 2007  
Anonymous Adelino said...

Helô, preguiça nada. Uma vez você me ensinou a usar o hyperlink, lembra-se? Se quiser me ensinar de novo, estou pronto. Eu tenho/tinha uma pasta nos "meus documentos" chamada "Dicas Importantes". Deletaram-na até na reciclagem... Não tenho certeza, talvez tenha sido eu mesmo.
Bom domingo. Beijos
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PS - Helô, viu a referência à RMV (Rede Mineira de Viação) e à EFM (Estrada de Ferro Mogiana) que traziam os gibis do Rio de Janeiro?
Aps

domingo, abril 01, 2007  
Anonymous Helô said...

Adelino
Em suas andanças por antiquários e afins, veja se encontra uma revista chamada Brasil Feminino (década de 30). Se encontrar (sem compromisso), pode comprar que depois eu te pago.

Conheço a feira da Rua do Lavradio, que é ótima. Por coincidência, ontem saiu uma reportagem sobre ela numa revista daqui de JF.

Você conhece um site que reúne vários sebos e livrarias? Vou te mandar o link por e-mail. Já comprei ótimos livros por lá. Um deles só de caricaturas de S. Dumont feitas pelo Capitão Aviador Fortunato, criador do famoso símbolo do 1º grupo de caça, Senta a Pua.

Vi a referência sobre a RMV sim, mas a minha ferrovia é outra e, diga-se de passagem, bem melhor :))

Vou mandar o passo a passo novamente pra você.
Beijos.

domingo, abril 01, 2007  
Anonymous Adelino said...

Helô, uma vez você me falou dessa revista. Se eu encontrar algum exemplar eu compro e te dou de presente. Com sua permissão, claro. Mineiro tem disso: vem logo falando em pagar...

Por falar nisso, eu conheci um fazendeirão no Triângulo Mineiro que tinha uma criação de gado tão numerosa que ele não perdia tempo fazendo a contagem por cabeças, mas por minutos. "Minutos de gado"... Abria uma porteira e deixava os bois irem saindo na maior velocidade. Quando todos já tinham saído ele via no relógio quantos minutos tinha de gado... Deixou um testamento assim: 4 minutos de gado para um, 3 minutos para outro...
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A sua ferrovia podia ser melhor, Helô, mas não trazia gibis e nem as latas com os episódios dos seriados para os cinemas de Uberaba...
Boa semana.
Beijos

segunda-feira, abril 02, 2007  
Blogger Lord Broken Pottery said...

Adelino,
Assino Ricardo Filho (na realidade Ricardo de Medeiros Ramos Filho). Deixei o Ramos de lado por já existirem muitos escritores Ramos na família. Tenho publicados os seguintes livros:
Computador Sentimental - Ed. Atual
Sonho Entre Amigos - Ed. Atual
O Pequenino Grão de Areia - Ed. Paulus
A N@ve de Noé - Ed. Record - Criação coletiva dos Primos Ramos Amado.
E três livros infantis no site Brincando na Rede do Banco Real: O Livrinho Sem Figuras; Olívia; Um...Dois...Três... Cada Um Tem Sua Vez.
Tenho alguns livros ainda não publicados. A coisa mais difícil nesse país é editar um livro.
Respondendo ao Valter, todos os livros estão à venda.
Abração

segunda-feira, abril 02, 2007  
Anonymous Adelino said...

Lord Broken, a partir de agora permita-me chamá-lo apenas de Ricardo. Quanta honra para o nosso blog receber a visita sempre assídua de um escritor. Já anotei todos os seus livros e vou procurá-los por aqui. Pelo menos dois quero ler. Acho que o autógrafo está garantido, não?
Eu tenho uma mania de livros com autógrafos. Certa vez consegui um do João Saldanha, aquele saudoso jornalista esportivo que você deve se lembrar. Foi uma proeza. Eu até contei para a Helô, e ela aproveitou e colocou como post. Já tem uns dois anos.
Abração, Ricardo.

segunda-feira, abril 02, 2007  
Blogger Kenys said...

Adelino...rs

Não é que o negócio aqui bombou mesmo! kkk

Beijos

segunda-feira, abril 02, 2007  
Blogger Lord Broken Pottery said...

Adelino,
Se lembro do João Saldanha? Minha familia era toda do Partidão. Minha avó, meu pai, todos foram amigos do Saldanha.
Grande abraço

terça-feira, abril 03, 2007  
Anonymous Adelino said...

Então, KENYS, trinta e duas intervenções... E tudo nasceu por causa das Histórias em Quadrinhos.
Beijos

terça-feira, abril 03, 2007  
Anonymous Adelino said...

Lord Broken, o João Saldanha (João Sem Medo), era uma bela figura. Muito inteligente, e sempre coerente com as suas convicções em todas atividades das quais participou.
Herdou um Cartório no tempo do Juscelino, mas não quis ficar com ele, devolveu ao governo.
Uma hora eu conto sobre o autógrafo dele.
Grande abraço

terça-feira, abril 03, 2007  

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