10 janeiro 2007

REPORTAGEM “ATUAL”

(Imagem Airlines.Net)

“VASP 382, DESÇA A 7.000 PÉS, JÁ!
A ordem saiu rápida e num tom ligeiramente acima do normal. Mas um suspiro de alívio escapou da boca do controlador Ruy Ciarcilli quando percebeu o mergulho do Boeing 737 da VASP. O grande avião azul e branco que havia partido de São Paulo com destino a Campo Grande, desceu primeiro para 9.000, depois para 8.000 e, enfim, para o nível seguro de 7.000 pés (2.100 metros). Apesar disso, dois enormes círculos de suor se formaram em sua camisa. Menos de 60 segundos antes, o Boeing ficara perigosamente próximo de colidir com um 737, da VARIG, que chegava de Santa Catarina, a 3.000 metros de altura...”

“Os 737 estavam voando em rota de colisão. Só um homem percebeu que havia ainda 60 segundos para evitar o choque”

“(...) a calma que costuma reinar entre os controladores é apenas aparente. Como os trapezistas que dispensam a rede de proteção ou atiradores de facas de circo, eles estão entre aqueles raros profissionais que jamais podem errar. Isto faz com que uma grande parte dos controladores sofra de úlceras, stress e hipertensão. Alguns deles, com vários anos de serviço e incomodados por problemas gástricos, deixam em seus armários latas de leite em pó, tomadas disfarçadamente durante a jornada de trabalho...”

(Este relato parece coisa recente, mas não é. Trata-se de uma reportagem de Dalila Margarian, publicada na revista Playboy, novembro de 1988, Ano 14, n. 11, portanto há 18 anos).
(Adelino P. Silva)

12 Comments:

Blogger O Meu Jeito de Ser said...

Pois é Adelino, e a gente poderia simplesmente dizer:
Isso acontecia antes, quando não tínhamos tantos recursos disponíveis.
Mas continua acontecendo, e, claro de maneira cada vez mais acentuada.
As pessoas estão cada vez mais exposta à situações de stress, fruto de descaso de quem de direito.
A grande verdade é que o que importa é apenas o lucro, a vida humana, ah! essa não têm a menor importância.
Dane-se a vida do outro.
Um abraço

quinta-feira, janeiro 11, 2007  
Anonymous ETzinha said...

Mas aqui no Brasil a tendência é empurrar com a barriga até que a coisa fique insustentável! Beijos.

quinta-feira, janeiro 11, 2007  
Blogger Denise Sollami said...

salve, Adelino!
que legal que vc fez um blog seu! vireo aqui te visitar de vez em quando.
e não fique amolado comigo porque tirei aquele post sobre a palavra amor do ar, o qual vc comentara. É que às vezes faço uma limpa, excluo alguns textos e, naquela época, eu realmente precisei fazer isso.
que seja um prazer para vc o seu blog!

quinta-feira, janeiro 11, 2007  
Anonymous Márcia(clarinha) said...

O tempo passa, o tempo voa e as situações vão se repetindo iguais...
Lindo dia,
beijosssssssssss

quinta-feira, janeiro 11, 2007  
Anonymous Márcia(clarinha) said...

Sim, querido, eu tenho blog,rss
http://brincandocomclarinha.blogspot.com
te espero lá...
beijosssssssss

quinta-feira, janeiro 11, 2007  
Anonymous Eduardo said...

Vamos , provavelmente esperar mais 18 anos, nesse meio tempo, matar mais um punhado de gente, até que nossos governantes se entendam, e nosso controle aéreo seja mais seguro. Até lá salve-se quem puder!

quinta-feira, janeiro 11, 2007  
Anonymous Ery Roberto said...

Haja leite em pó durante todo este tempo hein!!! Eu até ficaria satisfeito se a negligência estivesse apenas neste campo. Embora o custo --a morte de tanta gente-- o problema foi revelado e, bem ou mal, está recebendo um tratamento. Mas e os tantos outros, que inclusive, colocam em risco diário a vida de um número absurdamente maior de pessoas? Onde foi parar aquela indignidade toda de Lula no dia da posse com relação ao "terror" no Rio e outras grandes cidades? Ficou tudo no discurso. Os governadores já estão reclamando a falta de apoio e o esquecimento das promessas. Mas "o homem tá descansando..." // Embora um pouco tardiamente, desculpe, fiz, ontem, uma citação do seu blog lá no Infinito. /// Abração, Adelino.

quinta-feira, janeiro 11, 2007  
Anonymous Adelino said...

Olá, ANNA, é bom ver você sempre por aqui prestigiando este “bloguinho” que ainda está engatinhando. No final das contas, Anna, parece que muitas coisas são mais importantes do que os seres humanos.
Um abraço do
Adelino
PS – Neste final de semana espero “linkar” o “Meu Jeito de Ser”.


ETzinha, é isso mesmo. Só pega no tranco. No empurra. Depois que acontece, aparece muita gente propondo e prometendo soluções. Daqui a pouco esquecem tudo.
Um abraço do
Adelino


DENISE, lembra daquele samba (você não lembra não) que dizia assim: “Pois é, falaram tanto // Que desta vez // A morena foi embora...” ?
É o caso, falaram e insistiram tanto, chegaram até a me ensinar como se faz um blog... Só que este é essencialmente simples, e pretendo só falar de coisas simples. Mas nem sempre. Não se preocupe com a exclusão que teve de fazer.
Conto com o seu prestígio comentando as “simplicidades” que aparecerão por aqui. Ainda não sei “linkar” blogs dos visitantes, mas logo aprenderei.
Abraços
Adelino


MÁRCIA, é assim mesmo: “...o tempo passa, o tempo voa...”, mas infelizmente os acontecimentos bons ou desagradáveis tendem mesmo à repetição.
Comente sempre. Anotei o sei blog.
Muito obrigado. Abraços do
Adelino


EDUARDO, os milhares, centenas de milhares de “heróis anônimos” espalhados por este Brasil não estão no PNAD, do IBGE. Só aparecem quando das tragédias inevitáveis.
Muito obrigado pela presença.
Um abraço do
Adelino


ERY, teve uma época em que eu aproveitava as folgas do almoço para visitar os sebos do Centro da cidade à cata de revistas, jornais, livros, almanaques antigos (décadas de 30/40/50, e até 20...) Encontrei coisas maravilhosas pelas quais paguei o equivalente a “meia dúzia de bananas”, e que estão devidamente catalogadas.. Posteriormente isto se transformou em “moda”, desapareceram das livrarias (sebos) ou eram encontradas a preços bem mais elevados.
Então, de vez em quando, pego aleatoriamente um exemplar de revista ou jornal antigo, e vejo que os problemas eram proporcionalmente os mesmos dos dias de hoje.
Ery, muito obrigado pelo seu grande prestígio.
Um abraço do
Adelino

sexta-feira, janeiro 12, 2007  
Anonymous Helô said...

Adelino
Se uma banana já vale muito, imagine meia-dúzia! Hahahahaha. Não é pra encucar, viu? Brincadeirinha :)
Beijos.

sábado, janeiro 13, 2007  
Anonymous Eduardo said...

Hoje foi o controle aéreo de CURITIBA que entrou em pane!Resultado um vôo de 55 minutos de São Paulo, a Florianópolis atrasou duas horas....mais uma que antecede ao embarque, podem imaginar como estava Congonhas...

sábado, janeiro 13, 2007  
Anonymous Adelino said...

Claro, HELÔ, é força de expressão. Existem bananas e Bananas... Aquelas custam pouco, estas, muito, são valorizadas.
Eu não me encuco mais, Helô :)
Beijos

domingo, janeiro 14, 2007  
Anonymous Adelino said...

EDUARDO, incrível, de Curitiba a São Paulo, oito horas "de aeroportos"...
Abraços.

domingo, janeiro 14, 2007  

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