01 outubro 2008

QUE SAUDADE...

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Bem que tento, mas não há como afastar as saudades do grande esquadrão do Clube de Regatas Vasco da Gama dos anos 1940/1950. Época em que os técnicos ficavam à boca do túnel (e não gritando e pressionando bandeirinhas); substituições somente a dos goleiros - se contundidos seriamente -; renda e público pagante anunciados nos alto-falantes espalhados pelo estádio; jogadores permanecendo nos mesmos clubes por seis, sete anos consecutivamente; os árbitros neutros - "importados" da Inglaterra - apitando britanicamente certos: Mr. Ellis, Mr. Grifith, Mr. Sunderland, Mr. Lowe, Mr. MacPherson, Mr. Stanley Roberts, Mr Ford; balizas de madeira quadrangular, redes de barbante, "pelota" (bola) de couro marron, uniformes sem propaganda nas mangas, nas costas, na frente e nas golas...

Divaguei tanto que esqueci de falar do Vasco da Gama da foto que escaneei, um presente do saudoso sr. Batista, nosso vizinho, Conselheiro do Clube da Colina no tempo em que o seu campo de futebol ficava na Rua Moares e Silva, perto do América F.C. e do local onde seria construído o Maracanã, o então chamado Colosso do Derby. Na foto do post estão nossos ídolos Barbosa, Augusto e Wilson (Sampaio); Eli, Danilo e Alfredo (Jorge); Maneca (Nestor), Ademir, Heleno, Ipojucan (Lima) e Mário (Chico). Em seis anos essa equipe - com poucas alterações - foi campeã carioca quatro vezes (1945, 1947, 1949 - invictos ,- e 1950), Campeão dos Campeões Sul-Americanos invicto, o equivalente hoje à Copa Libertadores da América.

Muito diferente do nosso Vasco da Gama dos últimos anos que infelizmente luta apenas para não disputar a Segunda Divisão no próximo campeonato. Para quem viu ou viveu tantas glórias, dá pena e saudade...

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Foto escaneada do original por aps (clique sobre ela para ampliá-la)
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22 Comments:

Anonymous DO said...

A situação atual do Vasco, infelizmente,é puro reflexo de anos de absurdas decisões do nefasto Euvirus Miranda,ADELINO.

Uma pena que a situação possa manchar o currículo extraordinário do Roberto Dinamite. Ele não merece o possível rebaixamento.
Abraços!

quarta-feira, outubro 01, 2008  
Anonymous Bete said...

Ola Adelino
O Vasco tá mal da pernas.
Infelizmente, o montante que os jagadores recebem e a ineficiência de alguns técnicos são fatores determinantes para o desempenho de uma equipe.
Emfim, nao se joga mais por amor à camisa, ao time e ao País.
Uma pena!!!!
Belíssimo post.
Bjs

quarta-feira, outubro 01, 2008  
Anonymous Anônimo said...

E as bolas amarradas com "cadarço" de couro?
Strix.

quarta-feira, outubro 01, 2008  
Anonymous Mário said...

É, Adelino, são tempos outros. Um bom final de tarde parta você.

quarta-feira, outubro 01, 2008  
Blogger sonia a. mascaro said...

Adelino, não entendo nadinha de futebol... e nem gosto... mas acho que essa documentação histórica que você faz é muito interessante!
Beijos!

quarta-feira, outubro 01, 2008  
Blogger Aninha Pontes said...

Adelino, como a Sonia, não entendo nadinha de futebol.
Nem o Valter conseguiu que eu ficasse palmeirense.
Mas te digo sem medo de errar, já não se faz nada por amor à função, e sim por amor ao dinheiro, ao poder e ao sucesso.
O resultado é isso aí.
Um beijo

quarta-feira, outubro 01, 2008  
Blogger valter ferraz said...

Adelino,
e o Renato Gaúcho, hein? Sei não, acho que não consegue. (desculpe, mas é o que eu sinto)

quinta-feira, outubro 02, 2008  
Blogger Yvonne said...

Adelino, como flamenguista, sinto muito essa fase que o Vasco e o Fluminense estão passando. O Flamengo também ficou assim, mas felizmente conseguiu sair dessa situação. Conte com a minha torcida.

Beijocas

quinta-feira, outubro 02, 2008  
Anonymous Adelino said...

Do, respeitosamente eu penso um pouquinho diferente de você. Se a situação está ruim quem se habilitou para melhorá-la não deve reclamar da administração anterior. Isso é muito comum no nosso esporte e até na Administração Pública, a começar pelos presidentes. Se acertam, muitas vezes até por sorte, esquecem-se do anterior. Se permanecem na mesma ou pioram põem a culpa no anterior.
Voltando ao Vasco: Eurico não foi tão mal assim. Veja que o Vasco da Gama foi o último clube carioca a ganhar títulos de expressão nacional e internacional.
Outro caso, culpavam o sr. Eduardo Viana por todas as mazelas do futebol carioca. Ele já se foi e continua tudo na mesma ou até pior.
A figura do Roberto como jogador e ídolo do Vasco não ficará manchada nunca, como administrador até que pode ficar, caso o Vasco caia.

Eu não sei qual o seu time, mas o Eurico evitou que o Fluminense disputasse a Terceira Divisão, lembra-se? Manobra de bastidores? Não. E se houve onde estavam os outros componentes do Clube dos Treze? Coniventes?
Do, desculpe-me a veêmencia, mas o tema é bom. E concordar sempre não é preciso.
Grande abraço. Ótima sexta.

quinta-feira, outubro 02, 2008  
Anonymous Anônimo said...

Bete, como vê, acompanho futebol há muito tempo. Os únicos técnicos que vi mudarem jogos foram Telê Santana, Mário Travaglini, Orlando Fantoni e Wanderley Luxemburgo. Além do que os técnicos não têm culpa de jogadores de renome perderem gols até na cobrança de pênaltis...
Beijos.

sexta-feira, outubro 03, 2008  
Anonymous Adelino said...

Bem lembrado, Strix. Bolas amarradas com tiras de couro. Formato ligeiramente oval. E as chuteiras, mais conhecidas como "bicancas"? E os goleiros não usavam luvas. Hoje parecem mais astronautas prontos para um passeio no espaço sideral...
Abraços. Bom final de semana.

sexta-feira, outubro 03, 2008  
Anonymous Adelino said...

Obrigado, Mário. Acho que você é palmeirense, acertei?
Um abraço com votos de ótimo final de semana.

sexta-feira, outubro 03, 2008  
Anonymous Adelino said...

Sonia, o futebol é um esporte dos mais bonitos, não bastasse ser jogado em gramados. Jogadores e espectadores ficam em contato com o verde da natureza. É verdade que existe o golf, mas estes são esportes individuais.
Abraços. Ótimo final de semana. E mais uma vez parabéns por mais um sucesso do Ecological Day de ontem.

sexta-feira, outubro 03, 2008  
Anonymous Adelino said...

Ana, admiro muito o Palmeiras, que se não me engano está até liderando o atual Campeonato Brasileiro. Inegavelmente o futebol dos clubes aqui no Rio está um tanto desorganizado. Vê-se isso pela inconstância das equipes que ficam bem num ano e no outro já estão lutando para não irem à Segunda divisão.
Beijo. Feliz final de semana.

sexta-feira, outubro 03, 2008  
Anonymous Adelino said...

Valter, estive analisando os jogos restantes, e parece-me que o Vasco corre menos risco de cair do que o outro carioca, o Fluminense, este com jogos mais difíceis. O essencial é no mínimo fazer pontos quando jogarem "em casa".
O pior disso tudo, Valter, é que times que estão na "bica" da Segunda Divisão não têm mais o respeito dos árbitros, que não vacilam em expulsar, marcar ou deixar de marcar pênaltis existentes ou não. Sabem que os torcedores já se conformaram.
Grande abraço. Feliz final de semana.

sexta-feira, outubro 03, 2008  
Anonymous Adelino said...

Yvonne, partindo de você, uma flamenguista elegante, não fanática, até acredito que esteja torcendo para que o Vasco não caia... Mas o que vejo por aqui são torcedores gritando Mengôoo!!! a cada gol que Vasco e Fluminense sofrem. Mas é isso - desde que seja uma rivalidade sadia -, que torna o futebol profissional tão interessante, apaixonante. Mas que seja dentro dos limites aceitáveis, não é?
Bjks. Feliz final de semana. Ah, e boas eleições!!!

sexta-feira, outubro 03, 2008  
Anonymous Gaspar de Jesus said...

Caro Adelino
Quanta saudade dos tempos em que o Vasco da Gama, era dos Clubes brasileiros o mais conhecido em Portugal. Quando jovem, 15 anos talvez,(1957/58) nasceu na Cidade do Porto, um pequeno clube de bairro (Lordelo do Ouro) bem junto à foz do Rio Douro, e recordo-me bem, de como foi fácil arranjar um nome para o mesmo, e ficou então CLUBE DE REGATAS VASCO DA GAMA DE LORDELO.
Mas não havia dinheiro para os equipamentos...! foi então que alguém se lembrou de escrever para o Brasil, e pedir ao Grande VASCO DA GAMA o favor de inscrever esse pequeno clube de bairro como sua Filial, e também se nos podiam fornecer os respectivos equipamentos.
Pois para grande surpresa nossa, volvido algum tempo a encomenda chegou! e durante bastante tempo esse modesto clube ostentou as cores do Vasco da Gama em todos os jogos de indole popular que disputou nos campos pelados das redondezas.
Já se passaram 50 anos, há pormenores que já me escapam, mas recordo-me bem da forma apaixonada com que cada jogador tratava de lavar, e engomar a camisola, os calções, e meias do VASCO DA GAMA, por forma que durassem o maior tempo possivel.
No resto, estou a ler o seu texto e a ver o futebol português de então... campos pelados, guarda redes de calções acolchoados, joelheiras e cotoveleiras de borracha, balizas de madeira quadrangular, redes de cordel, bola de couro, que se pintava ou engraxava, de acordo com o gosto de cada Clube. Só o guarda redes podia ser substituído, lembro-me que por mais de uma vez no meu BOAVISTA, se ter lesionado um jogador, ir ao hospital e voltar para "jogar..." ou seja, era colocado no lugar de avançado centro só para atrapalhar o guarda redes no resto da partida.
Já me alonguei um pouco, mas é que o seu texto me fez bater cá uma saudade...
Abç
G.J.

quarta-feira, outubro 08, 2008  
Blogger Saia Curta said...

olá Adelino, eu até gostaria de não entender nada de futebol, porém no meu trabalho somos 10 pessoas e só eu de mulher, o papo é só futebol,fazer o que???
Realmente o vasco não anda muito bem, não esquenta não . Brasileiro não desiste nunca...
grande beijo..
bom fim de semana

sexta-feira, outubro 10, 2008  
Anonymous Adelino said...

Caro Gaspar, o seu depoimento foi emocionante. Dentre todos os comentários feitos aqui em quase dois anos de blog, o seu, sem dúvida, está entre os mais importantes. É um documento.

Eu sou – com muita honra -, descendente de portugueses, vê-se pelo nome e sobrenome, comum em Portugal. Quando criança ainda, como disse no post, quase fui torcedor do Botafogo. Mas cansei de ver um botafoguense insistindo nas piadinhas de mau gosto dirigidas a um torcedor vascaíno que só fazia manter a postura elegante e educada de apenas sorrir, jamais responder com grosseria às provocações do seu amigo. Então, sem saber de nada, sem nenhuma influência de parentes, amigos ou conhecidos, simpatizei-me com o Vasco da Gama. Só mais tarde me dei conta da felicidade da minha escolha, sem demérito algum para com os outros clubes do Rio de Janeiro.

Vi e assisti ao Vasco da Gama de Ademir, Barbosa, Bellini, Carlos Alberto, Valter, Vavá, Alcir, Joel Santana, Abel, Roberto Dinamite, Orlando, Écio, Sabará, Romário, Juninho Pernambucano e tantos outros. Em 1950 vi o Santos F.C. pedir reforço ao Palmeiras para fazer frente ao Vasco da Gama num amistoso na Vila Belmiro (Santos) jogado sob um imenso temporal de janeiro. O jogo terminou 2 a 2 (gol de empate dos santistas marcado pelo palmeirense emprestado...) As coisas para o nosso clube nunca foram fáceis não, caro Gaspar. Para ganhar um campeonato, uma Taça, ele tem de vencer além de seus valorosos e fortes adversários a clara “torcida contra” de alguns poderosos meios de comunicação.

Enfim, temos muita coisa para contar do nosso Vasco da Gama, felizmente a maioria delas de glórias nos terrenos esportivo e social. A crise técnica por que passa no momento é normal: é cíclica em qualquer entidade esportiva ou não, como já aconteceu com outros grandes do futebol brasileiro e mundial e que dela saíram mais fortes ainda. É bom, meu caro Gaspar, levar um susto de vez em quando para sabermos que certas coisas não acontecem apenas com os outros. O importante é tirarmos proveito da lição. E com certeza, o Vasco da Gama, tal e qual o grande navegante luso encontrará o caminho certo – sem a ajuda dos outros, é bom que se diga – e que o levará a glórias maiores do que as tantas já conquistadas.
Um grande abraço.
Adelino

PS – Tenho algumas colaborações no excelente site de Mauro Prais, link a seguir:
http://www.netvasco.com.br/mauroprais/vasco/index.html
Abs

sexta-feira, outubro 10, 2008  
Anonymous Adelino said...

Não esquento não, Adriana. É bom ser torcedor de futebol, o que não é bom é ser fanático ou radical, aí não tem graça, não é?
Que tenhamos um bom final de semana. Cá entre nós, como o Vasco não joga o final de semana vai mesmo ser bom...
Abraços. E bom final de semana também.

sexta-feira, outubro 10, 2008  
Blogger Marcos Santos said...

Não se apoquente, o Vasco vai dar a volta por cima. Só espero que não demore tanto tempo, quanto levou o Botafogo, que demorou a se levantar depois que um tal Charles Borer vendeu a alma Botafoguense. Acho que o Vasco deu sorte, pois logo depois da saída do ladrão, entrou um cara honesto, que pode ajudar a levantar a moral e arrumar a casa. Mas não se iluda, o rombo é grande e o Roberto não é mágico.

quinta-feira, outubro 16, 2008  
Anonymous Adelino said...

Marcos Santos, apesar da crise por que passa o Vasco da Gama, resta-nos o consolo de sermos o último clube carioca a ter vencido três títulos de expressão nacional e internacional. Mas isso é passado. O que falta ao Vasco é jogador que tenha um mínimo de habilidade técnica. Batem lateral pra fora, tropeçam na bola, perdem gol em cima da linha, cometem pênaltis desnecessários.
Contra o Figueirense eu caí na bobagem de "comprar" o jogo (PPView). Assisti apenas ao primeiro tempo. Quando voltei, já estava 4x1. Triste. Entretanto, considerando que milagres acontecem (veja o CAM vencendo ao Flamengo no Maracanã), é possível que aconteça de o Vasco vencer o grande São Paulo fora de casa, e quem sabe, não é proibido sonhar, ganhar até do Flamengo?
E por falar em futebol, que coisa estranha ontem à noite a seleção brasileira. Muito mal mesmo. JOgar a bola para os lados na linha média eu também faço...
Grande abraço.
PS - Se você é Botafogo, saiba, Marcos, que assisti muitos jogos em Gal. Severiano, incluindo a estréia de Quarentinha, ao lado de Garrincha, N. Santos e outros cobras...
Abraços fraternais.

quinta-feira, outubro 16, 2008  

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