DALLAS URGENTE - 22/11/1963

Em 22 de novembro de 1963 cheguei em casa vindo do trabalho, e como fazia habitualmente, liguei meu rádio portátil transistorizado Telespark, a "maravilha" que levava notícia, esporte e música pra todo canto. As estações de rádio brasileiras estavam em greve, exceto as oficiais. Sintonizei a Ministério da Educação e Cultura, por coincidência, no exato instante em que o seu Departamento de Rádio-jornalismo interrompia a programação musical para uma notícia em edição extraordinária:
-“E atenção! Dallas (UPI) - Urgente: o Presidente Kennedy teria sido vítima de um atentado nesta cidade!”
Embora chocado com a notícia, liguei imediatamente o gravador Geloso-G 255 (a outra "maravilha") colocando seu microfone (com fio) junto ao rádio. Era outra mania minha: gravar notícias importantes. E o notíciário continuou:
- “Dallas - Urgente: o Presidente Kennedy foi levado para o Hospital de Parkland com a cabeça completamente banhada em sangue.”
- "Dallas - Urgente - o presidente Kennedy teria sobrevivido uma hora ao atentado de que foi vítima.”.
Aí então entrou uma música clássica, logo cortada, entretanto, para:
- "E atenção, atenção, mais um telegrama: “Dallas – Urgente [pausa prolongada] - O Presidente Kennedy morreu...”.
Em seguida, aparentemente se refazendo da grande emoção, o noticiarista da Rádio Ministério anunciou:
- “Dallas – Urgente: Lyndon Johnson sucederá ao Presidente John Kennedy na presidência dos Estados Unidos...”
Cheguei a duvidar da veracidade da notícia. Se fosse hoje eu ligaria a TV na CNN, BBC, GN e assistiria as cenas "ao vivo", mas na noite daquele dia a única coisa que consegui foi ouvir uma rádio americana em ondas-curtas, onde um locutor lia o editorial do Dallas Herald. Entendi quando ele disse: - “Aconteceu aqui como poderia ter acontecido em qualquer outro lugar...”. Falou também em sinos repicando, orações em sinagogas e igrejas. O volume do rádio ondulava cheio de estáticas.
Ainda tenho essas gravações originais em ótimo estado. Dos pequenos rolos de fita magnética bem conservados consegui transferir tudo para uma fita cassete. Depois vieram jornais e revistas em edições extraordinárias e especiais, e anos mais tarde, excelentes documentários e filmes, com muitas especulações sobre o assassinato de Kennedy. Tem versões para todos os gostos e tendências... As únicas imagens em movimento gravadas naquele dia foram feitas por um cinegrafista amador que estreava uma câmera 8mm, Bell & Howell, cujo filme (em cores) tinha duração de no máximo três minutos e meio. Cheguei a ter uma câmera exatamente do mesmo modelo daquela, mas perdeu-se no tempo e espaço, por incrível que pareça. Um dia talvez eu conte.
Acontecimentos importantes pelos quais passamos ou vivenciamos, sejam agradáveis ou dolorosos, ficarão gravados indelevelmente em nossas memórias: locais, circunstâncias e hora. Por isso a clássica pergunta “Onde você estava quando...?” Quando, por exemplo, foram destruídas as Torres Gêmeas? Quando Jânio Quadros renunciou à presidência? Quando a Alemanha invadiu a França? Você se lembra em que local estava e o que estava fazendo? Muitos nem tinham nascido... Esta pergunta nunca me foi feita diretamente, mas se algum dia acontecer, não terei rigorosamente nada a acrescentar para descrever como foi para mim aquela tarde quente e triste de 22 de novembro de 1963, o dia em que assassinaram - tendências e ideologias à parte -, o mais carismático, corajoso e querido presidente dos USA das últimas cinco décadas.
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Imagem: internet
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61 Comments:
Se eu tivesse apostado, teria ganho, Adelino! Eu sabia que essa data você não iria deixar passar em branco! Ótimo post!
Eu também me lembro exatamente onde estava quando ouvi a notícia. Na época eu trabalhava como redatora na Reitoria da USP. Estava na fila esperando para bater o ponto (coisa mais idiota, bater cartão) mas era assim que funcionava. Foi um choque geral! Tinha gente chorando pelos corredores!!!
Que legal você ter as fitas até hoje! Eu tenho um hábito antigo, de ter minha TV sempre conectada com o vídeo. Assisto com uma fita virgem, pronta para ser ativada. Foi assim que gravei mais de 4 fitas do 11 de setembro. É uma "mania" de jornalista.
Abraços e um ótimo dia!
Adelino, só vc para ter uma mania preciosa dessas. Aposteo que vc tem uma dvdteca também e grava todos os programas que te interessam, não?
Quando o presidente norte americano morreu, eu era garoto. Lembro-me vagamente do clima de consternação.
Grande memória a sua!
Forte abraço
Adelino,
Muito boa sua observação. Também tenho o costume de lembrar o que fazia quando acontecem notícias ou coisas importantes. Achava que era uma característica só minha. Com o tempo fui percebendo ser geral. Lembro-me do que fazia quando soube de algumas mortes: Os dois Kenedys, Guevara, Elis Regina, John Lennon, Papa João XXIII. Lembro exatamente, talvez consiga até repetir o que disse com todas as palavras, quando do episódio das Torres Gêmeas. Lembro exatamente, provavelmente por ser menino, e ter ficado profundamente triste com o fato, de quando perdemos o jogo para Portugal na copa de 1966. Bacana esses poderes que a memória tem. Tive uma máquina reprodutora de filmes 8 mm. Em festas de aniversário levava a máquina e passava filmes com desenhos animados. Mas isso já é outra história.
Grande abraço
Eiamigo quanto tempo,,,Vc anda sumido por demais...Sabe o lua em Poemas acaba de fazer 100.000 e ofereço a vc o selo comemorativo pode escolher la ok?
Mande noticias..bjs
Ops sabe qdo do acontecimento que citou em seu post?Estava eu bem feliz la no interior de Minas gerais correndo por tudo e sentindo aquela natureza que era tão pura e simples como era assim minha mente..AH! tempoos...
Os EUA é o que é pela sucessão de presidentes que teve, nem todos carismáticos, mas todos capacitados, com exceção do Bushinho.
Bom fim de semana! Beijus
Adelino, faço minhas as suas, as da Sonia, do Valter e do Lord. Parabéns pela lembrança, e pelo lado da coisa que você postou. A memória dos grandes fatos!
É verdade.
A Luma esqueceu de por na lista do Bushinho o Presidente do WALTERGATE....( Aquele de quem ninguém compraria um carro usado).
Abçs
Estávamos na época (talvez) mais quente da "Guerra Fria". A notícia que a Jacqueline seria a futura "Onassis" me pegou qd. estava eu a trabalhar (?). Deveria ser lá pelas 3 da tarde (apesar de inaugurada, não sei se já havia a "hora de Brasília") e já havíamos visto um presidente (o primeiro "planaltino") renunciar num dia qualquer de agosto de 61, que, não por acaso 25 de agosto, Dia do Soldado, e que, também, nûm
"acauso", estávamos terminando uma homenagem à um sobrinho-neto de um tal de Duque de Caxias, patrono do Exército.
Quanto ao WTC, lembro que passei umas tres horas na residência de um proprietário de escritório de contabilidade vendo, apesar de trágico, aquela maravilha.
Já quando a França foi invadida pela Alemanha não tenho lembranças.
Era muito novinho. Mas sei que residia em casa que pertencia a Emilio Odebrecht(é sim o pai dûm tal de Norberto que tem uma firmazinha com sede em Botafogo, no Rio.
Por hoje (24/11) chega.
Daquí há pouco já é amanhã.
Véio tem que dûrmí.
Strix. Como sempre, não leio o que escrevo.
Strix.
Oi Adelino
A Jackie era elegante.
Tem misterio atras desta morte.
Nao seria tao facil matar este presidente nao...
Mas, so que foi neh?
Beijinhos
Adelino
Gravador Geloso ! Um must! Como olhava com carinho o de meu tio.
Belo texto.
abraço
Pois é, Sonia, eu tive uma filmadora 8mm do mesmo modelo da usada pelo cinegrafista amador que filmou o assassinato de Kennedy.
Eu me lembro do 11 de setembro: um amigo me telefonou e pediu que eu ligasse a TV, porque estava acontecendo algo estranho. Parecia coisa de histórias em quadrinhos. Sinceramente, pensei que fosse começar a Terceira Guerra Mundial.
A mania de gravar também rendeu um fato curioso: em 1977, véspera do Natal, eu estava lendo alguma coisa e ouvindo a Rádio Globo quando anunciaram uma crônica de improviso do Artur da Távola alusiva às festividades de Natal. Liguei o gravador e... fiquei com ela até hoje. No ano passado, eu a transcrevi para um e-mail e mandei para ele que, emocionado, publicou em sua coluna no jornal o Dia.
Então, tem dessas coisas, não é, Sonia?
Boa semana pra você e familiares.
Tenho sim, Valter, muita coisa gravada em VHS, mas vejo que algumas já não têm a mesma qualidade. Estou passando alguma coisa para DVD, o que não me garante nada também, pois não se sabe com certeza a durabilidade do CD e DVD. E filmes em celulóide também, desde 1961...
Grande abraço.
Nancy Moises, tudo bem, pode contar que estarei lá. Muito obrigado.
A notícia deve chegado um poquinho atrasada lá pelo interzão de Minas, não, Nancy? Já naquela época tinha disso.
Abraços
É mesmo, Luma. Eu me lembro, pela ordem: Franklin Roosevelt, Harry Truman, Dwight Eisenhower, John Kennedy, Lindon Johnson, Richard Nixon, Jimmy Carter, Gerald Ford, Ronald Reagan, George Bush, Bill Clinton e Bush II...
Esqueci algum?
Beijos
Então, Eduardo, independente de tendências políticas, John Kennedy foi um grande estadista. Enfrentou aquele famoso bloqueio dos navios soviéticos enviando mísseis para Cuba, a questão racial interna, a invasão fracassada da Ilha pelos refugiados cubanos aos quais os USA davam apoio etc.
Sinceramente, tirando o 11 de setembro, eu vi naquele episódio dos mísseis o início da III Guerra Mundial. Foram dias de muita tensão no mundo todo. Felizmente acabou tudo bem, prevalecendo o bom sendo, e até mesmo o instinto humano de sobrevivência. Lembro-me da frase de John: - Será uma guerra em que aos vencedores restarão apenas cinzas na boca...
Muito obrigado, Eduardo, e grande abraço.
Grande Strix e suas memórias valiosas. Inacreditável a Jacqueline se casar com Onassis, mas foi questão de segurança, segundo reza a história.
As estações de rádio estavam em greve, Strix, exceto as emissoras oficiais.
Dia 25 de agosto me pegou de surpresa. Eu vinha chegando da praia, em Santos, e um meu sobrinho de 6 anos de idade veio me encontrar e me deu a notócia:
- Tio, Jânio não quer mais ser prsidente...
Odebrecht não é de Minas, Strix?
Grande abraço, valeu.
Luci, quanto mais leio sobre o assunto não acredito que Lee Osvald tenha agido isoladamente. Claro que foi um golpe. Na ocasião li um livro, o Relatório Warren, em que é respondida questão por questão. E, na verdade, não se chegou a conclusão alguma.
Quanto às primeiras damas americanas quase todas eram elegantes: Nancy Reagen (tinha de ser, já que era artista de cinema), a Me. Nixon era bonita, a Hillary, além de bonitas, competentes. Sem falar, claro, na Jacqueline. Eu tive um amigo que era literalmente apaixonado por ela. Postou-se em frente à Casa Branca na esperança de vê-la, nem que fosse de longe. Se viu, não sei, ele afirma que sim. Talvez ilusão de um sonhador...
Beijos
ANÔNIMO NÃO, Luci.
É ADELINO
Peri, e era um excelente gravador. Comprei por 45 não sei o que, pagando em 3 de 15, sabe onde? TONELUX, na Rua Senador Dantas. Tonelux era aquela loja cuja garota propaganda era a linda Neide Aparecida, que falava o texto, e encerrava com um "clique" característico estalando os dedos polegar e médio... Neide era uma das DEZ MAIS CERTINHAS DO ESTANISLAU PONTE PRETA, o Sérgio Porto,
lembra-se? Não lembra... Qualquer dia faço um post...
Grande abraço, Peri.
Adelino, eu não me lembro o que estava fazendo, mas me lembro bem da morte dele.
Foi realmente uma coisa chocante.
Na época das torres gêmeas estava me arrumando para ir pro trabalho, o Valter que viu e me chamou, parecia um filme, uma brincadeira.
Grande Adelino, ainda bem que temos vc para nos lembrar de fatos importantes.
Um beijo
Claro que lembro, Adelino.
Nos anos 60, passei muitas férias na casa de meus tios lá em Santa Teresa, andei muito no bondinho Paula Mattos, assisti muita TV-Rio ( Times Square? Noites Cariocas ? Vagareza ? ), li muita Revista do Rádio, O Cruzeiro, Manchete, ah, ah.
Necessário um post sobre as Certinhas do Lalau, aguardamos.
Abraço
Anninha, antes de qualquer coisa, uma brincadeira contigo: uma pergunta que não quer calar, e que você pode responder se quiser: por que agora o Anninha com um "N" só? Numerologia?...
Realmente o 11/09 foi terrível e inacreditável.
Um beijo.
Peri, de alguma forma foi um período de esplendor para a TV brasileira. Eu lembro do Daniel Filho, bailarino, veja só, que fazia um quadro com sua então mulher Dorinha Duval dentro do Noites Cariocas... E o Noite de Gala? E o Times Square, Um Instante Maestro, com Flávio Cavalcanti e um turma da pesada: Mister Eco, Márcia de Windsor, Sérgio Bittencourt, José Fernandes, Fernando Lobo (pai do Edu), Nelson Motta (depois), maestro Erlon Chaves, Carlos Renato (ou seria José?)
E o "desconhecido" Jô Soares, fazendo um número cômico muito sem graça, num domingo à tarde, com uns bonecos que ele encaixava nos dedos?
Vou parar porque isto aqui está parecendo o Varandão da Saudade...
Grande abraço
Adelino
PS - E o Almoço com as Estrelas,com Aerton Perlingeiro, sempre mal humorado, aos sábados à tarde?
Aps
Adelino, em São Paulo o Almoço com as Estrelas era comandado pelo casal Airton e Lolita Rodrigues aos sábados; à noite tinha o Flávio Cavalcante e mais tarde ainda o Homem do Sapato Branco. Aos domingos, a telinha era do camelô Silvio Santos. Raul Gil também ocupava os seus horários. Esse nosso papo mostra que com poucas modificações o "desastre" continua.
Varandão da Saudade foi ótimo, lembrou-me o Baile da Saudade com Francisco Petrônio às quinta-feiras à noite. Bom parar por aqui.
Abraço grande
Valter, e por falar em Varandão da Saudade, por onde anda o Francisco Petrônio?
E esquecemos de falar da JOVEM GUARDA, com Ronnie Von cantando A Praça, por sinal uma belíssima canção atribuída a Carlos Imperial.
Bom, Valter, depois dessa, dou-me por satisfeito... é muito pra minha cabeça...
Abraços
Caro amigo,
Tenho sentido a sua falta, "estamos meio sumidos não"?
Beijo carinhoso, Cris
Adelino meu amigo, os "Ns" no nome é o seguinte.
Quando a Meiroca fez o meu template, colocou meu nome com dois "Ns", disse que ficava mais chique.
Eu deixei, mas meu nome sempre foi só com um N, minha pobre mãezinha não colocaria um nome assim, não tinha cultura prá isso, o que fez, foi colocar o nome da avó de Jesus, uma vez que todos os filhos tinham nomes de santos.
Agora quando mudamos de novo o endereço, o quadro de comentários ficou com um N só, fui eu que preenchi, e fiz da forma certa.
Nada de numerologia não.
Não ligo prá isso.
Acho que expliquei né?
Um beijo
Oi Adelino, você e suas relíquias! Estive viajando por uns dias. Não tenho como esquecer o 22 de novembro, aniversário de um dos meus irmãos. Mas lembro-me da data naquele ano quando a notícia foi veiculada pelo rádio e todos começaram a comentar com tristeza e emoção.
Sobre o 11 de setembro, estava no trabalho quando a mulher de um colega ligou de casa contando. A partir daquele momento, ninguém mais saiu da Internet e o trabalho foi praticamente interrompido. Passei aquela noite com a TV ligada e chocada com toda a tragédia.
Beijos.
Fantástico. Essa foto é emblemática.
Adelino, por que vc não doa uma cópia da sua gravação para um museu? Em so existe o interessante Museu da Pessoa, onde além de doar a cópia, vc pode deixar seu depoimento!!!! beijos.
É mesmo, Cristiane, "estamos meio sumidos", mas felizmente "lembrados e não esquecidos", como costuma dizer uma pessoa amiga.
Muito obrigado, Cristiane.
Um abraço carinhoso pra você também.
Ana, tudo bem, nada a ver com a Numerologia. De uns tempos pra cá virou moda as pessoas acrescentarem ou suprimirem letras do nome para que as "oisas melhorem"... Veja o Jorge Benjor que era simplesmente Jorge Ben, um dos casos mais conhecidos. Psicologicamente - para quem acredita - pode até funcionar. Não é o nosso caso, pelo jeito.
Um beijo
Adelino
PS - E tem a Baby Consuelo que passou para Beby do Brasil...
Abs
Ih, Ana, errei tudo:
1)"oisas melhorem"... = "coisas melhorem";
2)"Beby do Brasil" = "Baby do Brasil".
Bjs
Minhas relíquias, não é, Helô?
Foram dias de muita tristeza, mesmo para quem torcia contra, eu acho. Para mim, acho que já disse, por duas ocasiões achei que íramos fatalmente para a III Guerra Mundial: crise dos mísseis e 11 de setembro.
E no andar da carruagem, acho que não vai demorar muito termos graves problemas na América do Sul. E nem vai ser "briga de cachorro grande", pois o cachorro grande não está nem tomando conhecimento dos latidos do pequeno.
Beijos
Helô, viu quantos vezes usei o verbo "achar"? Que coisa feia...
Beijos
Magui, quem diria que dentro de mais uns quarenta minutos ele estaria morto, não é?
Beijos, e obrigado.
É, Vivien, bem pensado. Vamos ver.
Obrigado pelo prestígio.
Beijos
Olá, estou de mudança. O novo endereço do blog é http://espiritizar.zip.net ainda estou ajeitando a casa e linkando todos os amigos aos poucos.
Aguardo vocês todos lá na casa nova, serão bem vindos como sempre.
Beijos
Jeanne
Adelino, segundo os anais, Francisco Petronio(também conhecido como a "voz de veludo") morreu no dia 19 de janeiro de 2007.
Depois dessa interferência, dou por encerrada a sessão cueca amarela patrocinada pelos organizações tabajara.
Forte abraço
Caro Adelino, como vim parar em seu blog?
Pelo atalho chamado Sonia, a maior blogueira que conheço!
Nesse dia eu, que cursava o quarto ano de engenharia da FEI (Faculdade de Engenharia Industrial), estava chegando em São Paulo de uma visita à CELUSA (Centrais Elétricas de Urubupungá S.A.)com os colegas de turma.
Foi um grande choque para nós, pois era um jovem na condução dos destinos do mundo Ocidental!
Mas a vida continuou e sempre continua, apesar das catástrofes!
Se puder visite-me:
BOA LEITURA
Olá, estou de mudança. O novo endereço do blog é
http://espiritizar.zip.net
ainda estou ajeitando a casa e linkando todos os amigos aos poucos.
Aguardo vocês todos lá na casa nova, serão bem vindos como sempre.
Beijos
Oi Adelino
Ta sumido, como vai vc?
Abracos e boa semana.
Jeanne, vou fazer a alteração no link, ok?
Beijos
Valter, eu não sabia do Francisco Petrônio. É uma pena.
Abraços e bom final de semana.
Luiz Santilli, muito obrigado pelo prestígio. Pretendo ficar "freguês" do BOA LEITURA.
Abraços, e boa semana.
Claro, Jeanne, vamos lá.
Beijos
Luci, não estou sumido, cá estou.
Muito obrigado pelo seu incentivo.
Beijos, e boa semana pra você também.
Que postagem maravilhosa.
Adorei a imagem e as lembranças...
dias lindos meu amigo
beijos
Que preciosidade esta tua gravaçao. E' historica. Nauqlea epoca nao sei onde estva, tinha apenas 8 anos, mas na epoca das torres gemeas, eu estava no Brasil masi precismaente tratando de uma aluguel de loja em um shopèping local, portanto soh fiquei sabendo qdo chegeui em casa, mas nao dei muita atençao, achei q fosse um filme, ateh alguem me dizer que era algo horrivel e real.
Bjs
www.meiroca.com
eu tinha seis aninhos de idade...
Durante muito tempo fui avessa à política e, filha de pai militar, ouvia-o falando de terroristas e em minha mente, política era algo perigoso e eu devia manter distancia dela.
Belo post. O blog está cada vez melhor. Parabéns!
abraço, garoto
Muito obrigada Adelino, pelas suas amáveis palavras. Quando eu clico no Site Meter e vejo o número de visitantes, fico mesmo encantada. Os blogs são mesmo uma grande invenção! Abraços para você e para a Cláudia.
Marcia, por incrível que pareça esses acontecimentos trágicos contra chefes de governo se desenrolam com frequência histórica em país tão adiantado.
Beijos, boa semana para você.
Meiroca, é incrível como os Estados Unidos são um país exótico: inventam tantas histórias catastróficas, invasão de discos voadores (1938), mega-maremotos etc, que as coisas acabam acontecendo. O 11/09 mais parecia uma cena de história em quadrinhos ou de filmes de ficção, tão ao gosto de Hollywood.
Beijos
É verdade, Denise, era uma época em que o Brasil se encontrava numa desordem só, sob todos os aspectos. Ninguém mandava, todos mandavam, ninguém obedecia. Obrigado por suas palavras.
Abraços, e ótima semana pra vocês.
Sonia, muito grato. O seu prestígio é importante. A Claudia retribui o seu abraço, e eu também. Até mais.
Adelino, eu era criança quando isso aconteceu, mas lembro que minha mãe ficou arrasada e chegou a chorar muito. Essa morte foi muito estranha mesmo.
Quanto ao seu pedido no meu penúltimo post, informo que o livro em questão é "A menina que roubava livros". Não é propriamente uma história sobre a guerra e sim um romance passado na Alemanha naquela época, ou seja, a guerra é um dos "personagens". Vale a pena ler. Beijocas
Adelino, não lembro do que estava fazendo quando Kennedy foi assassinado, mas minha memória guardou com muita seletividade o som carregado de ruídos das ondas curtas do rádio na hora daquela notícia. Eu era um menino e tinha que ouvir rádio escondido da minha avó (e o rádio era dela, imagine!)que era muito crente e achava tudo coisa do diabo, música, notícia, jogo, etc. Fico pensando que teria uma síncope se viva fosse, quando eu curtia minha juventude - na agitação da década setentista. Se ela soubesse 1/10 do que fiz, teria deserdado meu pai. Na ocasião das Torres do WTC, eu acordei e fui trabalhar. Quando vi aquele montão de gente defronte aos televisores nas lojas da cidade, parei, olhei e pensei se tratar apenas de um incêndio. Também achei que tinha muita gente à toa naquela hora da manhã vendo um filme na TV. E ainda na porta das lojas. Mas era a tragédia. Cheguei 2 horas atrasado e ninguém notou. Lá no trampo também estava todo mundo defronte à TV. Amigão, acho que definitivamente estamos homens maduros. O número de histórias pra contar está ficando grande demais. Forte abraço. E viva o Vasco! E Viva o Grêmio! E salve o Coxa!
Ery Roberto
www.infinitopositivo.blogger.com.br
No dia 17 deste Mês, vamos todos mostrar nossa solidariedade com Flávia.
Jamais te falte saúde.
Yvonne, peço desculpas pela demora em dar atenção ao seu comentário. Foram motivos "técnicos", ou "ténicos..." que espero sanados agora.
A morte de Kennedy para mim também foi muito estranha. E logo em seguida (dois dias depois) Lee Osvald é morto também. Realmente não convenceu muito.
Obrigado pela informação sobre o livro. Ainda que ficção acho que vou incluí-lo na minha "listinha" de final de ano...
Beijos
Ery, obrigado pelo seu depoimento tão rico em detalhes interessantes. Achei curioso você contar que tinha de ouvir rádio escondido de sua avó, já que rádio era coisa "do mal". Eram uns tabus estranhos que felizmente caíram. Mas alguns persistem.
A primeira coisa que me veio à mente quando vi as WTC sendo destruídas foram as antigas histórias em quadrinhos que eu lia quando criança. Se fosse nas HQ apareceriam o Super-Homem, o Capitão Marvel, o Príncipe Submarino, Titan, o Tocha Humana, o Batman e davam logo um jeito naquela destruição... Infelizmente era realidade.
Grande abraço, e obrigado pelo prestígio.
Adelino
PS - Demorei a dar atenção ao seu comentário, porque tivemos problemas de conexão. Felizmente acho que resolvidas hoje. Vamos ver.
Hoje temos avenidas, colégios em sua homenagem!
John F. Kennedy foi um heroi como presidente dos Estados Unidos,e por querer ir contra ao crime organizado,muito incomodou por isto;também conta o governo de Fidel Castro ditadura que sempre oprimiu o seu povo,indo de peito aberto contra o racismo.
Foi morto,mas seu legado ao bem não ficou esquecido.
Tinha apenas 15 anos quando isto aconteceu e na hora foi uma grande dor no coração, pois sabia que um grande estadista estava sendo imolado em prol de muitos irmãos.
Seu sacrifício não foi em vão. Muitos que participaram desta atrocidade,hoje também se foram com a consciência pesada,por cortar um bem tão precioso que foi a fraternidade entre os homens. John F. Kennedy deixou com seu exemplo valores que ninguem apagará.
Reverencio-o com muito orgulho!
Maria das Graças.
Maria das Graças, "apenas" dois anos depois, revisitando com saudade o meu blog, agradeço seu belo comentário, ratificando tudo o que disse sobre o grande John Kennedy.
Um braço
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